Cidades
NEGROS E PARDOS SÃO MAIORIA DOS MORTOS POR COVID EM MACEIÓ
Dos mais de 87 mil infectados na capital alagoana, 45% são homens e 55%, mulheres
Em Maceió, 1,6 mil vítimas que não resistiram às complicações da Covid-19 – ou 61,9% - eram negras e pardas e 16,7% ou 435 eram brancas. Em 15%, não há informação. Os dados constam no boletim epidemiológico semanal da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Das pessoas que morreram após infecção pelo novo coronavírus na capital, pardas representaram 58,44% e 3,51% negras. Já do total de óbitos em Alagoas – mais de 5,7 mil – 3,8 mil (67%) eram pardos, 134 (2%) eram negros e 523 (9%) brancos. No Brasil, de acordo com informações do Ministério da Saúde, a raça/cor branca é a mais frequente entre os casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com 537,5 mil casos (42,6%); seguida da parda com 438,4 mil (34,7%) e preta 52,5 mil (4,2%).
No caso de SRAG por Covid-19 foram registrados, respectivamente, 415,5 mil (44,8%); 306,5 mil (33,1%) e 37,3 mil (4%).
Em relação aos óbitos de SRAG, a raça/cor branca também é a mais frequente, com 147,9 mil casos (44,9%); parda com 116,5 mil (35,4%) e preta, 16,1 mil (4,9%). Em 45,8 mil essa informação foi ignorada. (13,9%) Já os da SRAG por Covid-19 foram, na sequência 135,3 mil (45,5%); 104,1 mil (35%) e preta 14,1 mil (4,8%).
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Até a Semana Epidemiológica 28ª Maceió registrou 87,1 mil casos confirmados para a Covid-19 e 2,6 mil óbitos. Perto de 39 mil são homens e mais de 48 mil mulheres, com faixas etárias mais acometidas de 30 a 39 anos (21,4 mil casos), seguido de 40 a 49 anos (18,1 mil e 20 a 29 anos (17,5 mil).
Do número total de óbitos na capital, mais de 1,4 eram homens e 1,1 mil mulheres, ainda com a concentração dos casos em pessoas com mais de 70 anos. Em maio do ano passado, o Instituto do Negro de Alagoas (INEG) acionou o Ministério Público Estadual para cobrar a inclusão do quesito cor/raça nos boletins epidemiológicos estadual e municipal sobre a Covid-19.