Cidades
NÚMERO DE INDÍGENAS MORTOS POR COVID EM AL DOBRA EM SEIS MESES
Total de infectados nas aldeias registrou crescimento de 73,5% no mesmo período
Em seis meses, dobrou o número de indígenas que morreram de Covid-19 em Alagoas - de 4 para 8 vítimas - e houve um aumento de 234 para 405 ou 73,5% dos casos confirmados da doença nas aldeias. As vítimas que não resistiram tinham mais de 30 anos e pertenciam a seis etnias. Os dados constam no painel de informações interativas sobre a pandemia.
De acordo com o levantamento, houve óbitos por Covid-19 nas etnias Kariri-xocó (Porto Real do Colégio), Xucuru-kariri (Palmeira dos Índios), Jeripancó (Pariconha), Karapotó (São Sebastião), Tingui-botó (Feira Grande) e Wassú (Joaquim Gomes). Nas primeiras aldeias ocorreram quatro mortes, duas em cada uma delas e nas demais uma vítima em cada.
Três indígenas que não resistiram à doença tinham mais de 80 anos; um entre 50 e 59 anos; dois entre 40 e 49 anos e dois entre 30 e 39 anos. Quatro eram mulheres e quatro homens.
ALDEIAS
Sobre os casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus nas aldeias indígenas de Alagoas, dos 406 registros, 155 foram detectados entre os Xucuru-kariri; 86 na Wassú; 65 na Jeripancó; 57 na Kariri-xocó; 23 na Tingui-botó e vinte na Karapotó.
Operação Ruptura: PC investiga organização criminosa em Coruripe
Instituto Federal de Alagoas abre curso de mídias sociais
Homem é baleado na cabeça após discussão em Arapiraca
Ex-policial militar é preso por golpes em Maceió
Davi Davino confirma convite para ser vice, mas rejeita: "Sou candidato ao Senado"
O maior número de infectados está na faixa de 30 a 39 anos, com 95 casos, seguido de 40 a 49 com 77 notificações da doença e 20 a 29, também com 77.
Quarenta e duas crianças de até nove anos foram confirmadas com a Covid-19 e 31 pessoas de 10 a 19 anos também foram infectadas pelo Sars-Cov-2.
Dados da Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, mostram que 748 indígenas morreram no Brasil por Covid-19; 51,4 mil pessoas foram confirmadas com a doença nas aldeias; há mais de 700 casos suspeitos e 49,7 mil recuperados.
Segundo a Sesai, os casos registrados em recuperados e óbitos já estão contabilizados no registro da doença.