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FARDOS ORIUNDOS DE NAVIO NAZISTA NAVEGAM CERCA DE 4 MESES PARA CHEGAR A ALAGOAS

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Imagem ilustrativa da imagem FARDOS ORIUNDOS DE NAVIO NAZISTA NAVEGAM CERCA DE 4 MESES PARA CHEGAR A ALAGOAS
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Os fardos oriundos de um navio nazista que estão surgindo no litoral alagoano demoraram cerca de 4 meses para chegarem a Alagoas. A informação é do coordenador de Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) Ricardo Cézar, que explicou que a embarcação está situada a 1.000 km do estado de Pernambuco e a mais de 5.400 metros de profundidade. Os fardos de látex voltaram a aparecer nas praias no último fim de semana e já foram localizados em cinco municípios do estado. “Em um dos fardos, consta como sendo fabricado na Indochina Francesa, que correspondia aos países de Laos, Camboja e Vietnã, durante a Segunda Guerra Mundial. As colônias foram dominadas pelos japoneses, aliados da Alemanha. O material era usado para fabricação de roupas, pneus e isolantes”, relata. O navio foi afundado pelos Estados Unidos em em 1944. Ainda de acordo com Ricardo, a recomendação é de que o material seja encaminhado ao Centrais de Tratamento de Resíduos (CTR) ou a um aterro sanitário. Para que se evite a fragmentação do material e a contaminação de organismos marinhos. Segundo a assessoria do CTR de Pilar, até o momento, nenhum fardo chegou ao local. “Provavelmente vai vir juntos das remessas de resíduos que normalmente já são enviadas”, informou a assessoria. De acordo com relatório divulgado pelo Instituto Biota nesta quinta-feira (29), após a análise prévia e coleta de informações pertinentes, o material examinado foi identificado como sendo a apresentação comercial do produto látex, em sua denominação “Ribbed Smoke Sheets” (RSS), matéria-prima utilizada na indústria da borracha, especialmente na produção de pneus, preservativos, luvas de proteção e outras aplicações. Apesar de ser classificado como produto inerte, não solúvel em água, o mesmo pode carregar metais e outros compostos para o solo e águas, uma vez que no seu processo de cura são utilizados enxofre, zinco, óleos e outros compostos. No caso em tela, a presença em ambiente marinho é um fator de risco, podendo fragmentos do material serem ingeridos por espécies como tartarugas e tubarões. Desde o último fim de semana, cerca de 40 fardos foram recolhidos em cinco municípios de Alagoas.

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