Cidades
Tese mapeia v�timas da ditadura
Em um arrojado trabalho de pesquisa, as jornalistas Maria Esther Carvalho Carnaúba e Edna Carvalho da Cunha fizeram um verdadeiro raio-X da presença de Alagoas na época do golpe. A tese de bacharelado da Ufal ?Registros de Memória ? Alagoanos vítimas da Ditadura Militar?, de abril de 2002, faz um resumo dos anos de chumbo no Estado. ?Os desaparecidos são uma categoria inédita na história da repressão política, iniciada com o Golpe Militar. Até então, todas as vezes que o Estado brasileiro prendeu torturou ou matou alguém assumiu seus atos, dando direito aos familiares de enterrar suas vítimas. Com o Golpe de 64, as pessoas simplesmente desapareciam sem deixar vestígios. Como em todo o Brasil, em Alagoas existem muitas mulheres que são e não são viúvas, filhos que são e não são órfãos?, diz um trecho da tese, que tem um projeto de ser transformada em documentário pelas autoras. Mortos A publicação traz a lista completa dos presos, torturados, mortos e desaparecidos da Ditadura. Foram sete alagoanos mortos, por meio da prática institucionalizada da tortura ? pau-de-arara, choque elétrico, ?afogamento?, ?suicídio?, lesões físicas e mentais, sessões de espancamento e palmatória