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Persegui��es e pris�es

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A base de apoio dos golpistas em Alagoas contou com o apoio integral da classe dominante, capitaneada pelos latifundiários e produtores de açúcar. Armas, combustíveis, homens armados (jagunços), tudo o que fosse necessário para um possível enfrentamento com os sindicalistas, trabalhadores e estudantes foi preparado, mas o confronto não ocorreu. O trabalho sujo ficou para ser realizado pela polícia através da Polinter. Quem relembra os fatos do primeiro dia do golpe em Alagoas é o historiador e atual presidente da Fundação Universidade de Alagoas (Funesa), Geraldo de Majella. ?Os primeiros atos perpetrados pelos militares e pelos seus partidários em Alagoas foram prender e espancar os trabalhadores?, diz. Segundo Majella, o golpe militar teve apoio em Alagoas desde os primeiros instantes. ?Havia no estado um núcleo que conspirava contra a ordem democrática vigente, contra o governo do presidente João Goulart, capitaneado pelo governador Luis Cavalcante e pelo vice, Teotonio Vilela. A histeria anticomunista reinante no País era o fermento que alimentava os golpistas daqui e do restante do Brasil?. Tudo o que fosse possível ser feito para evitar que os partidários de Goulart entrassem em território alagoano era feito. Inclusive sabotagem, como a que ocorreu na região norte de Alagoas. ?Os trilhos foram arrancados para que provocassem um acidente, quando o governador de Pernambuco estivesse vindo para o comício de apoio às reformas de base, organizadas pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), o que não ocorreu, pois Arraes foi avisado em tempo do perigo que correria vindo a Alagoas?, revela.

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