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INTERIOR TEM CRESCIMENTO DE CASOS DE COVID SUPERIOR À MÉDIA DO ESTADO

Estudo de pesquisadores da Ufal mostra que incidência maior é em cidades do Agreste e do Sertão

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Imagem ilustrativa da imagem INTERIOR TEM CRESCIMENTO DE CASOS DE COVID SUPERIOR À MÉDIA DO ESTADO
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A primeira morte por Covid-19 em Alagoas completa um ano e quatro meses neste fim de semana. No início do ano passado, os casos cresceram de forma preocupante na capital e não demorou para o vírus avançar no interior, onde adoeceu e matou nos 102 municípios alagoanos. Estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) mostra que a taxa de crescimento de casos de Covid-19 em grande parte dos municípios situados entre as regiões Agreste e Sertão aparece acima da média do estado, de 1,28%. O destaque vai para Minador do Negrão, Estrela de Alagoas, Cacimbinhas, Major Isidoro, Craíbas, Igaci, Campo Grande, Olho d’Água Grande e Lagoa da Canoa, que aumentaram de 2 a 6 vezes mais que a média estadual.

Segundo o pesquisador Esdras Andrade, do grupo de Trabalho sobre a Covid-19 do Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente (Igdema) da Ufal, isso é comprovado no mapa de evolução dos casos, onde é verificado crescimento na quantidade de municípios em que houve aumento na média móvel dos casos em comparação à semana anterior.

“Foram 38 unidades territoriais contra 20. Isto implica dizer que se não fossem esses municípios situados no Agreste e Sertão, poderíamos estar em uma situação um pouco mais tranquila, com índices mais favoráveis no combate à doença. Com esses números e o final do mês de julho, a projeção é que sejam registrados algo entre 13 mil e 14 mil casos, o que corresponderia a uma diminuição nos casos em mais de 40% quando comparado ao mês anterior”, avalia Esdras Andrade. O pesquisador reforça que, neste cenário, pode-se constatar que a taxa de infecção cresceu apenas 1,02%, passando de 6.760 para 6.829 casos em cada grupo de 100 mil habitantes e isto se configurou como a menor proporção na taxa de infecção no ano de 2021. Esta proporção se compara ao que foi verificado em novembro de 2020, diz Andrade. Naquele momento, a sociedade experimentava a menor incidência da transmissão da doença.

Em termos territoriais, Marechal Deodoro, Pilar, Quebrangulo, Arapiraca, Santana do Ipanema e Palestina, se constituem como os municípios que detém as maiores taxas de infecção, abrangendo uma faixa entre 9 mil e 13 mil infectados para cada grupo de 100 mil habitantes. Como referência, Maceió, registra 8.453 infectados por 100 mil habitantes. Estes números refletem diretamente em outro indicador, que mensura a proporção da sua população contraiu a Covid-19.

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“Estes mesmos municípios alcançaram uma faixa de 8,6 a 13,1%, constituindo-se assim como aqueles em que seus habitantes estão mais vulneráveis à infecção”. Segundo o pesquisador Esdras Andrade, de maneira geral, Alagoas apresentou na última semana epidemiológica melhora nos indicadores de monitoramento da Covid-19, em comparação a semana anterior, mesmo com o quantitativo de casos confirmados continuar crescendo. Na última semana monitorada, de acordo com ele, cinco municípios concentram cerca de 47% dos casos confirmados. São eles: Maceió (23,6%), Arapiraca (11,3%), Lagoa da Canoa (5%), Delmiro Gouveia (4%) e Pilar (3,3%). “Apesar da boa notícia, cabe destacar que, quando se comparam os dados dos novos casos registrados no mesmo espaço de tempo, constatou-se que, embora os casos tenham diminuído, o ritmo foi menos representativo. Para se ter uma noção, na primeira semana de julho, foram contabilizados 3.386 casos; na segunda semana, 2.136 e na terceira, 1.901. Em termos proporcionais, a redução foi de 36,92% entre as duas primeiras semanas e de 11% entre as duas últimas. No acumulado do mês, a redução é de aproximadamente 45%”, avalia o pesquisador.

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