Cidades
AL REGISTROU 981 CASOS DE DENGUE NO 1º SEMESTRE
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Alagoas registrou 981 casos de dengue, 65 de chikungunya e 29 casos de zika entre janeiro e Julho de 2021, de acordo com o mais recente boletim do Sinan/ MS (Sistema de Informação de Agravos de Notificação/Ministério da Saúde), divulgado nesta quinta-terça (03). As três doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Na comparação com o mesmo período de 2020, os casos de doenças transmitidas pelo Aedes diminuíram em Alagoas: foram 1.653 casos prováveis de dengue e 98 de chikungunya e 74 de zika. Mas o Ministério da Saúde alerta que, como o Brasil enfrenta uma pandemia de Covid-19, a diminuição dos casos pode ser consequência do medo da população em procurar atendimento ou subnotificação ou atraso nas notificações, já que muitas equipes foram deslocadas para o enfrentamento da pandemia. O Ministério da Saúde recomenda intensificação do controle de criadouros do mosquito Aedes aegypti, e a organização dos serviços de saúde para evitar o aumento expressivo de casos e óbitos das três doenças.
Dengue
Doença viral transmitida por mosquitos que ocorre em áreas tropicais e subtropicais. Os sintomas são febre alta, erupções cutâneas e dores musculares e articulares. Em casos graves, há hemorragia intensa e choque hemorrágico (quando uma pessoa perde mais de 20% do sangue ou fluido corporal), o que pode ser fatal. O tratamento inclui ingestão de líquidos e analgésicos. Os casos graves exigem cuidados hospitalares.
Dengue hemorrágica
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A dengue hemorrágica é uma reação grave do organismo ao vírus da dengue, que leva ao aparecimento de sintomas mais sérios que a dengue clássica e que podem colocar em risco a vida da pessoa, como alteração dos batimentos cardíacos, vômitos persistentes e sangramentos, que podem ser nos olhos, gengiva, ouvidos e/ou nariz. No domingo, 1º de agosto, uma mulher de 33 anos morreu com suspeita de dengue hemorrágica no município de São Miguel dos Campos no litoral sul de alagoas. A vítima que estava internada na Santa Casa de Misericórdia da cidade há 11 dias, já havia sido atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Esse caso alerta sobre a disseminação de doenças ARBOVIROSES registradas em Alagoas no ano de 2021.
De acordo com a Sesau, o caso está ainda sob investigação. Aguardando exames laboratoriais das amostras coletadas e que foram encaminhadas ao Lacen/AL (Laboratório Central de Alagoas.) E Somente após a conclusão da análise feita pelo Lacen e o parecer médico da Vigilância das Arboviroses, irá ser possível concluir: 1º - Se foi Dengue (já que pode ser Zika, Chikungunya ou outra doença) - uma vez que vítima tinha outras comorbidades, daí por que a análise feita pelo Lacen/AL e o estudo de caso realizado pelos médicos das Arboviroses da Sesau ou;
2 - Se for Dengue, a análise do Lacen/AL irá apontar se foi simplesmente Dengue, Dengue com Sinais de Alarme ou Dengue Grave, nomenclaturas em vigor desde 2014, com base no padrão estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A família da mulher, informou que a mesma ficou internada durante 11 dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), e que antes, já havia sido atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
Nos últimos dias, segundo um funcionário da Santa Casa que não quis ser identificado, vários casos suspeitos de dengue deram entrada no hospital, todos devem ser submetidos a exames para confirmações.
O corpo da vítima foi liberado para sepultamento na tarde desta segunda (2). Esse registro alerta para casos das doenças ARBOVIROSES, ou seja, as doenças epidêmicas transmitidas pela fêmea adulta do mosquito Aedes aegypti decorrentes em Alagoas, e traz a população um alerta sobre como se prevenir para são ser acometidos a nenhuma dessas epidemias.