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Maternidade do Usineiros pode reabrir no m�s de maio

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BLEINE OLIVEIRA Possivelmente no fim de maio próximo a população alagoana voltará a contar com os 18 leitos da maternidade do Hospital do Açúcar, o conhecido Usineiros. O atendimento a gestantes está suspenso desde maio do ano passado, segundo sua diretoria, para serviços de reforma e recuperação da unidade hospitalar. Cerca de 30% do projeto de reforma já está concluído e os recursos para o restante assegurados. Por isso, o diretor do Hospital, médico Lourival César, disse acreditar que o cronograma de obras será cumprido. Segundo ele, a baixa remuneração dos serviços de parto e neonatologia do Sistema Único de Saúde (SUS) levou ao sucateamento da maternidade que, à época em que foi fechada, já não tinha condições de prestar um bom serviço à população. ?Tínhamos um prejuízo mensal de R$ 90 mil, o que comprometeu completamente nossa capacidade de manter a maternidade funcionando nas condições a que chegou?, disse o médico, lembrando que o Usineiros sempre foi uma referência em atendimento médico hospitalar, em especial na especialidade Obstetrícia, e em neonatologia (atendimento a recém-nascidos prematuros). Lourival César explica que, como era um atendimento de alto custo, a maternidade passou a acumular sério prejuízo, o que levou à queda na qualidade do serviço prestado à população. ?Mesmo consciente de nosso compromisso social, não tivemos outra alternativa senão fechá-la e tentar obter recursos para sua recuperação?, acrescentou o médico. Ele disse que a maternidade do Hospital do Açúcar foi fechada com a certeza de que as unidades similares garantiriam o atendimento da alta demanda atendida pelo SUS. ?A exemplo do que fizemos, por exemplo, quando a Maternidade Santa Mônica fechou para uma ampla reforma. Atendemos a toda sua clientela?, relembra Lourival César. A demora na conclusão do serviço, que inicialmente seria realizado em três meses, deve-se, segundo o diretor, a problemas financeiros. O Hospital não tinha dinheiro para concluir a obra, o que só ocorreu agora quando os instituidores da Fundação (usineiros e plantadores de cana) viabilizaram os R$ 280 mil necessários à execução do projeto. Segundo Lourival César a maternidade será reaberta com um novo modelo de gestão administrativa. ?Vamos continuar atendendo a clientela do SUS, mas criaremos condições para termos uma demanda de atendimento particular que permita a manutenção dos serviços?, explicou. O Hospital dos Usineiros, que realizava 300 partos por mês, recebe do SUS R$ 390 mil mensais para atendimento à população em consultas, exames e internações em todas as especialidades médicas.

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