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ALAGOAS REGISTRA 17 CASOS DE FEMINICÍDIO NO PRIMEIRO SEMESTRE

Aumento do número de ocorrências se dá às vésperas do aniversário de 15 anos da Lei Maria da Penha

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The dead woman's body. Focus on hand
The dead woman's body. Focus on hand -

De janeiro a julho deste ano, dezessete mulheres foram vítimas de feminicídio em Alagoas, um caso a mais que o mesmo período de 2020. A informação consta no Boletim Mensal da Estatística Criminal da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e mostra como ainda cresce a violência contra a mulher, no ano em que a Lei Maria da Penha completa 15 anos. Dezesseis vítimas de feminicídio foram mortas em Maceió e uma em Rio Largo. Quatro casos ocorreram no mês passado. Segundo o Tribunal de Justiça de Alagoas, há, neste momento, cerca de 400 mulheres sob proteção da Patrulha em Maceió e 130 em Arapiraca. “Por isso, só no mês de julho, foram realizadas 1.657 visitas. O trabalho também acabou resultando na prisão de 34 pessoas neste ano, devido ao descumprimento, pelos agressores, das medidas”, informa texto publicado pela assessoria do TJAL. Dados da SSP mostram ainda que, do total de 650 assassinatos ocorridos de janeiro a julho, 71 vítimas ou 11% eram mulheres. São considerados Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) homicídio doloso, roubo seguido de morte (latrocínio), lesão corporal com resultado morte, resistência com resultado morte e outros crimes violentos que resultem em morte. Em junho deste ano, levantamento da Folha de São Paulo junto às secretarias de Segurança Pública nos estados mostrou aumento da violência contra a mulher em 2020, nos meses em que o país já lidava a pandemia da Covid-19. Alagoas aparecia no ranking como o estado do Nordeste que mais registrou feminicídios por 100 mil habitantes e o 5º no Brasil.

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