Cidades
INFECTOLOGISTA TEME AUMENTO DE CASOS DE COVID APÓS VARIANTE DELTA
Para Fernando Maia, é preciso manter as medidas de prevenção e vacinar todas as pessoas
Após a confirmação de casos de infecção pela variante Delta em Alagoas, o infectologista Fernando Maia diz temer o crescimento do número de infectados, em momento importante da pandemia, quando a vacinação avança com mais de dois milhões de doses aplicadas. Os dois infectados moram em Maceió e Palmeira dos Índios.
“O que devemos fazer para conter a variante Delta é o que a gente já sabe. Manter distanciamento social, usar máscara, higienizar as mãos e vacinar. A vacina consegue controlar inclusive a variante Delta. Mas é importante que todos se vacinem para que a gente possa ter o efetivo controle da pandemia. Enquanto isso não acontecer, a gente não vai ter controle”, explica o infectologista Fernando Maia.
Sobre a confirmação dos dois casos de infecção pela variante Delta, Fernando Maia diz que “isso é algo preocupante porque tem gente que tem se descuidado em excesso e o resultado é que a qualquer momento pode ter um ‘rebote’ importante do número de casos por conta dessa variante Delta” declara.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informa que recebeu, no início da noite de segunda-feira (9), a confirmação do primeiro caso da variante Delta do coronavírus em Maceió, um paciente do sexo masculino, com idade entre 60-65 anos, ainda não vacinado que foi atendido em uma das unidades de saúde do município no mês de junho, apresentando quadro de gripe, febre e vômitos.
“Após atendido, medicado e orientado a cumprir isolamento domiciliar, o paciente não necessitou de internação e encontra-se recuperado. O paciente não teve histórico de viagem ou contato direto com algum viajante. A SMS reforça a importância da vacinação de toda a população já convocada e da continuidade de adoção das medidas preventivas por parte de todos como higienização das mãos, uso de álcool em gel, uso de máscaras, distanciamento social, realização de isolamento domiciliar dos casos suspeitos e confirmados”, informa a nota. Já a Secretaria de Saúde de Palmeira dos Índios disse, em nota, que “o teste que identificou a nova variante já tem mais de trinta dias e a pessoa não está mais transmitindo. Mesmo assim, todos que tiveram contato com ele serão testados e acompanhados pelo município”, explica.