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Cidades

Julgamento de Lampi�o

Sessenta e dois anos depois de sua morte no sertão sergipano, Virgulino Ferreira, “o Lampião”, será julgado de forma simbólica, amanhã, em Serra Talhada-PE. Mas o julgamento contará com a participação de um juiz de Direito e de um promotor de Justiça, alé

Por | Edição do dia 12/04/2002 - Matéria atualizada em 12/04/2002 às 00h00

Sessenta e dois anos depois de sua morte no sertão sergipano, Virgulino Ferreira, “o Lampião”, será julgado de forma simbólica, amanhã, em Serra Talhada-PE. Mas o julgamento contará com a participação de um juiz de Direito e de um promotor de Justiça, além de testemunhas de defesa e acusação que são personagens da história do Rei do Cangaço. A jornalista Vera Ferreira, neta de Lampião, afirmou que o julgamento servirá para que seu avô tenha direito à defesa, já que ele é visto pela sociedade como um bandido frio e cruel. “Meu avô não foi um matador como é contado. Ele lutou pelos sertanejos, tirando daqueles que têm muito para ajudar os esquecidos do cangaço”, defendeu. Segundo Vera Ferreira, uma das maiores pesquisadoras da vida de Lampião, o traço de sangue deixado pelo Rei do Cangaço por onde passava, também foi provocado pelos militares. “As volantes estavam sempre perseguindo meu avô e quando elas chegavam a um vilarejo, o que se via era um festival de tiros”, afirmou. Além do magistrado e do promotor, que não tiveram os nomes revelados pela jornalista, vão participar do julgamento os cangaceiros Candeeiro e Silva, que faziam parte do bando de Lampião. “Como testemunhas de acusação, a promotoria vai utilizar militares que participaram de volantes”, concluiu.

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