Cidades
AL TEM 2ª MENOR TAXA DE CONTÁGIO DA COVID DESDE INÍCIO DA PANDEMIA
Segundo o Imperial College de Londres, índice está em 0,75, quarto menor do Nordeste
Alagoas está com a segunda menor taxa de contágio da Covid-19 desde o início da pandemia. Dados do Imperial College de Londres, no Reino Unido, apontam que o número aferido no Estado está em 0,75, o que significa que cada grupo de 100 infectados contamina outras 75 pessoas. A taxa em 1 ou abaixo disso indica controle da pandemia.
A taxa registrada em Alagoas é a quarta menor do Nordeste, atrás somente do Rio Grande do Norte (0,63), Paraíba (0,72) e Pernambuco (0,74). De acordo com a universidade britânica, há 17 dias Alagoas está com taxa de 0,75.
O único período da pandemia em que Alagoas teve uma taxa de contágio mais baixa foi em agosto do ano passado, quando, por três dias, o número ficou em 0,74. Em todo o país, a taxa de transmissão do novo coronavírus se manteve abaixo de 1 pela sétima semana seguida, com taxa de 0,90.
A queda na taxa de transmissão no estado acontece no mesmo momento em que Alagoas ultrapassou a marca de dois milhões de doses de vacinas aplicadas contra a Covid-19. Todos os imunizantes foram enviados pelo Ministério da Saúde (MS). Atualmente, três cidades alagoanas já aplicam vacinas em pessoas com 18 anos ou mais. Outro dado que aponta para o controle da pandemia é a diminuição na ocupação leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Boletim do Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quarta-feira (11), aponta que Maceió está com 25% de ocupação, a terceira menor taxa entre as capitais.
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DELTA
Contudo, o anúncio da chegada da variante Delta em Alagoas, após a confirmação de dois casos na última segunda-feira (9), acende o sinal de alerta para manutenção dos protocolos de segurança. Uma pesquisa que teve participação de cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sugere que a variante Delta do novo coronavírus (SARS-CoV-2) tem potencial maior de causar reinfecções e novos quadros de Covid-19 em pessoas que haviam se curado da doença. A variante foi detectada pela primeira vez na Índia. As conclusões da pesquisa mostram que pessoas previamente infectadas por outras cepas do novo coronavírus têm um soro com anticorpos menos potentes contra a variante Delta, que é uma das quatro variantes de preocupação já identificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de sugerir um escape maior do vírus ao ataque dos anticorpos produzidos em infecções anteriores, a pesquisa revela que as vacinas de RNA mensageiro e vetor viral, como Pfizer e AstraZeneca, continuam eficazes contra a infecção pela cepa Delta. Essa eficácia, porém, é reduzida com a mutação sofrida pelo vírus na proteína S, que forma a estrutura viral usada para iniciar a invasão da célula do hospedeiro.