Cidades
Servidores promovem amanh� megaprotesto contra governos
BLEINE OLIVEIRA Diversas categorias de servidores públicos federais, estaduais e municipais participam amanhã, 1º de abril, de manifestação organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT/AL) para protestar contra o decreto do governo do Estado que estabelece punição para servidores públicos que paralisarem suas atividades. Eles vão se concentrar a partir das 13h, na Praça Dom Pedro II, onde fica a Assembléia Legislativa, seguindo em direção ao Palácio Floriano Peixoto, sede do governo estadual. Lá, farão ato público condenando a decisão de punir grevistas. ?É uma atitude arbitrária e inaceitável, que será derrubada na Justiça?, disse o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Carlos Jorge Rocha. Segundo ele, os policiais civis, que iniciam nova paralisação a partir da zero hora de hoje, vão participar do protesto ?para condenar a intransigência e o autoritarismo do governo?. A greve proposta pelo Sindpol pretende paralisar os serviços nas delegacias para pressionar o governo a negociar as reivindicações salariais da categoria. Eles querem reajuste de 75%, índice que, segundo a entidade, contemplaria as perdas salariais em 40%, e mais o aumento pela maior carga horária, de 30 para 40 horas semanais, que os policiais passaram a desenvolver. O Sindpol programou diversas atividades para marcar as 48 horas de paralisação. A partir das 9h de hoje o comando de greve faz manifestação em frente ao Palácio, e às 15 horas os manifestantes farão panfletagem no Calçadão da Rua do Comércio. ?Nosso propósito é informar à população que ela será prejudicada pelo descaso do governo?, disse Carlos Jorge, cobrando que a diretoria do Sindpol seja recebida pelo governador para discutir a pauta de reivindicações da categoria. Antidemocrática Já o secretário de Estado de Administração de Recursos Humanos e Patrimônio (Searhp), Valter Oliveira, definiu como ?antidemocrática, inconseqüente e irresponsável? a decisão dos dirigentes do Sindpol de realizar nova greve. Ele negou que o governo esteja desrespeitando a categoria ou se recusando a atender às reivindicações salariais. ?Todas as reivindicações do Sindpol estão sendo analisadas, elas exigem estudos e projeções que não podem ser feitas a toque de caixa?, disse o secretário de Administração, condenando a decisão dos sindicalistas de convocar uma greve ?cujo único objetivo é reclamar por que não foram recebidos?. Para Valter Oliveira, a atitude do Sindpol atinge unicamente a população que se vê sem a segurança da estrutura policial. Ele garantiu que o governo vai anunciar a política salarial para 2004 e nela está incluída a Polícia Civil. Sobre o decreto que estabelece punições para servidores que paralisarem o serviço público, Valter Oliveira explicou que a Constituição Federal garante o direito à greve, mas ainda não há uma legislação que regulamente a forma como a paralisação deve ocorrer. ?Além disso, não é possível comparar greve no serviço público com a greve no setor privado. Quando paralisa serviços públicos a greve tem limites?, argumentou o secretário de Administração.