Cidades
Motorista embriagado pode ter novas puni��es
Os motoristas condenados por dirigir embriagados poderão ter de trabalhar no trânsito, ajudando na travessia de idosos e gestantes, por exemplo, em vez de doar cestas básicas, no cumprimento de suas penas alternativas. A proposta foi apresentada ontem numa reunião proposta pela SMTT para discutir o projeto ?Alcoolismo e Trânsito?. Segundo o superintendente Francisco Beltrão, a sugestão foi bem recebida pelas autoridades que participaram. Ele citou números do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) apontando que metade das vítimas de acidentes no País teve as ocorrências motivadas pelo consumo de álcool. ?Nós estamos atacando duas grandes questões na causa da maioria dos acidentes: excesso de velocidade e consumo de álcool. Se conseguirmos coibir esses dois fatores, a estimativa é de que a redução poderá chegar a 70%?, previu Beltrão. A reunião teve a presença de representantes de várias instituições ligadas à questão, como polícias, sindicatos, órgãos públicos e entidades de classe, além de médicos e psicólogos e de representantes do Ministério Público e do Judiciário que atuam na área de trânsito. O dirigente da SMTT explicou que a maioria dos casos de condenação por acidentes provocados pelo consumo de álcool ao volante se converte em penas alternativas do tipo pagamento de cestas básicas. Para ele, isso não resultaria em ?envolvimento? do condenado na resolução efetiva do problema: ?Ele paga e pronto, mas não se preocupa com o que causou o acidente: o consumo de álcool ao volante?, disse Beltrão. Daí a proposta do órgão de que os condenados, ao invés da cesta básica, fossem encaminhados à SMTT para se submeter às atividades previstas pelo órgão para esses casos. ?Dependendo do nível de escolaridade da pessoa, por exemplo, ela poderá ser aproveitada em atividades de capacitação?, cita Beltrão. Mas não estão descartadas atividades de campo também como ajuda a idosos e gestantes em faixas de travessia de locais de grande fluxo de carros e pedestres. Ao fim do encontro foi tirada uma comissão com um representante de cada um dos órgãos participantes. O grupo terá quinze dias para elaborar estudo detalhando as propostas e apresentando outras sugestões. (F.F.)