Cidades
DRT lan�a campanha para combater trabalho infantil
FÁTIMA ALMEIDA A realidade do trabalho infantil em Alagoas está nas ruas, nos sinais de trânsito e nas praias onde pequenos vendedores comercializam alimentos, mas não existem estatísticas fechadas sobre o assunto. As mais recentes, do Censo do IBGE, dizem que cerca de 12 mil crianças exerciam atividades de trabalho informal em 2000. De acordo com a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), o trabalho formal infantil vem reduzindo consideravelmente a cada ano, a ponto de ser considerado praticamente erradicado no Estado, mas na informalidade a realidade ainda é cruel. Ontem pela manhã a DRT reuniu órgãos e entidades engajadas nessa problemática para lançar, em Alagoas, a campanha de combate ao trabalho infantil desencadeada pelo Ministério do Trabalho junto com os governos dos países do Mercosul, com o lema ?trabalho é coisa de adulto?. Segundo o delegado Ricardo Coelho a campanha visa mobilizar, por meio de debates em escolas e espaços de produção, para a criação de uma consciência que ajude no combate à cultura de utilização de crianças como mão-de-obra no mercado formal e informal de trabalho. ?O Brasil é pioneiro no combate ao trabalho infantil. E tem feito isso através de parcerias diversas e com um trabalho educativo que mostra os problemas causados à saúde física e mental da criança?, destaca Ricardo Coelho. Informal De acordo com o auditor do trabalho José Gomes, coordenador do Grupo Especial de Combate ao Trabalho Infantil, até mesmo no setor canavieiro a relação hoje é de parceria na proteção à infância, principalmente nas usinas, onde praticamente não se vê mais crianças trabalhando. ?Quando encontramos, estão a serviço de alguma empreiteira ou engenho?, diz ele. Segundo José Gomes, as crianças em atividades informais em Alagoas estão, principalmente, nos lixões, nas vias públicas, em atividades domésticas e na agricultura familiar, e a situação mais crítica está nos centros urbanos como Maceió e Arapiraca, onde boa parte dessas crianças está nas ruas, longe da proteção familiar. ?Pelo menos no interior, em atividades rurais, elas estão com a família?, ameniza ele.