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M�dicos iniciam boicote a planos de sa�de em AL

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BLEINE OLIVEIRA A comissão estadual que luta pela implantação da Classificação Brasileira de Honorários Médicos considerou tranqüilo o primeiro dia do boicote contra as empresas que administram os planos de saúde Bradesco e Sul América. Para obrigar essas empresas a cumprirem a nova tabela de remuneração da categoria, os médicos credenciados estão cobrando dos usuários o pagamento da consulta com o reajuste previsto pela Classificação. O boicote começou ontem e a disposição dos médicos é mantê-lo até que as empresas Sul América e Bradesco atendam à reivindicação da categoria. Os usuários que buscam consulta eletiva, ou seja, sem características de urgência ou emergência, deram sinais de que vão esperar a questão ser solucionada para procurar atendimento médico. ?Acho que o valor pago ao médico é irrisório, principalmente se considerarmos o preço que pagamos pelo plano, mas não é justo que o usuário tenha que arcar com mais essa despesa?, disse a aposentada Lucila Santos Monteiro, 58, usuária do Bradesco Saúde, que ontem procurou atendimento no consultório da médica Ângela Lopes, no bairro do Farol. Ela disse que já sabia do boicote, mas como estava voltando para uma revisão, pôde ser atendida sem ter que pagar. Em razão da idade, dona Lucila paga cerca de R$ 400,00 para ter assistência médica privada. Por isso, concorda com a reivindicação dos profissionais, mas resiste à idéia de pagar por uma consulta. ?Não sei, talvez se o valor não for muito alto?, disse a aposentada. Ela disse que o mais adequado no momento é esperar a questão ser resolvida entre médicos e empresas de planos de saúde. A médica Ângela Lopes reafirmou a disposição dos médicos de manter o boicote aos dois planos até que os valores dos procedimentos sejam reajustados. ?Na verdade, não estamos reivindicando aumento, mas a reposição das perdas decorrentes de nove anos sem qualquer reajuste?, explicou. O usuário terá que pagar o valor de acordo com a tabela plena, ou seja, sem os descontos previstos pelo contrato entre o médico e a administradora do plano de saúde. Pela nova Classificação, e no caso de tabela plena, a consulta custará R$ 42,00, valor pelo qual o médico emite um recibo que permitirá ao usuário cobrar ressarcimento do plano de saúde ao qual é conveniado. Procon A cobrança da consulta médica aos usuários de planos de saúde é considerada ilegal pelo Procon de Alagoas. A superintendente do órgão, Wedna Miranda, aconselha os usuários a deixarem para fazer as consultas quando o impasse entre médicos e empresas for resolvido judicialmente. Segundo ela, os usuários não devem pagar valores que não estão previstos no contrato que firmaram com o plano de saúde. Wedna também enfatiza que o Procon pode adotar um procedimento para fazer com que as empresas cumpram o contrato firmado, desde que o usuário denuncie a cobrança no órgão.

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