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TERCEIRA DOSE DA VACINA É UMA POSSIBILIDADE, DIZ MÉDICO
Com o avanço da variante Delta no Brasil, alguns estados já estudam a possibilidade da aplicação da terceira dose da vacina contra Covid-19 em profissionais da saúde e idosos. Em Maceió, ainda não há registros por parte da prefeitura para uma possível amplitude dessa forma, mas alguns especialistas defendem a ideia. O reforço na vacinação do primeiro grupo é visto como uma possibilidade por ele ser considerado de risco, além de terem sido os primeiros a receberem o imunizante contra o vírus e por acreditar que o efeito da imunização precisa de um reforço para ser dado de forma eficaz.
“Alguns desses estudos que visam à aplicação terceira dose da vacina contra Covid estão em andamento e mostram a necessidade de se fortalecer essa imunidade em pessoas que estão em exposição, no caso dos profissionais da saúde, e pessoas que possuem um maior risco de desenvolver de forma grave a doença principalmente os idosos”, explica o infectologia Fernando Maia. “É possível que após de se vacinar todo mundo com as duas doses habituais, se possa ter um reforço na imunidade nesses grupos que estão em maior exposição ou que tenham um maior risco de se desenvolver uma forma grave.
Mais explica que se a maioria dos estudos está apontando para se haver uma necessidade da aplicação da dose de reforço, então que seja realizada após a imunização total da população “A aplicação já está sendo realizada em outros lugares, e é algo que os estudos mostram que será necessário, então se é para o bem, que venha”.
Estudos Os estudos no estado de São Paulo estão avançando e, na segunda-feira (16), o Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), iniciou um estudo para avaliar a necessidade de haver uma aplicação de uma terceira dose de vacinas para Covid-19 para quem tomou duas doses da CoronaVac. Os imunizantes estudados serão os quatro aplicados em todo o País: AstraZeneca, Pfizer, CoronaVac e Janssen. Os estudos serão realizados com a aplicação de uma dose adicional do imunizante em 1.200 voluntários que serão divididos em 4 grupos, onde cada grupo receberá uma dose de reforço de uma única vacina, alguns tomarão os imunizantes diferentes dos aplicados antes e outros imunizados com a CoronaVac receberão a terceira dose do mesmo imunizante. O estudo tem como o objetivo, descobrir a eficácia da proteção quando se cruza os imunizantes ou se a mesma continua com o efeito da terceira dose aplicada. Em julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou que os laboratórios Pfizer e AstraZeneca investigassem esses efeitos e necessidades de uma dose extra contra a Covid-19. Os estudos estão em andamento em, pelo menos, cinco estados do Brasil. Se existem possibilidades por parte e alguns especialistas, outros veem esses estudos como um novo desafio. A infectologista Sarah Dominique defende a aplicação da terceira dose, mas questiona: como encarar um desafio se sequer completamos o calendário de vacinação populacional?. “Essa questão torna o debate da aplicação da 3º dose da vacinação da COVID-19 ainda mais amplo “O cenário nacional de vacinar muito morosamente, criando lacunas mensais com diferentes faixas etárias com doses não completas favorece a adaptação do SARS-CoV2 frente à resposta vacinal, porém não sabemos com exatidão acerca da necessidade de terceira dose, ou se dose anual será necessária, a ciência estuda as melhores possibilidades.” Relata Sarah A infectologista ainda ressalta que a vacinação está acontecendo de forma regular a cada vez que a faixa etária é diminuída, mas é preciso enxergar que o cenário ainda é delicado. “Estamos diante de um cenário quase caótico, porque enquanto a população comemora um possível controle da pandemia no cenário nacional, estão surgindo outras variantes além da delta diante do cenário da vacinação inferior a 30% da população, mas se a comprovação da terceira dose for benéfica, com certeza deve ser administrada” finaliza Sarah