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MACEIOENSE DE 8 ANOS PODE ENTRAR PARA HISTÓRIA DA ASTRONOMIA

Nicole Oliveira é candidata a pessoa mais jovem a integrar programa criado pela Nasa

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Nicole já descobriu sete corpos celestes e tem planos de se formar em engenharia aeroespacial
Nicole já descobriu sete corpos celestes e tem planos de se formar em engenharia aeroespacial -

Aos oito anos, uma alagoana mirim enche a terra de orgulho. Apesar da idade, Nicole Oliveira já acumula um bicampeonato da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e é candidata à pessoa mais jovem a integrar a International Astronomical Search Collaboration (IASC), programa da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), além de poder entrar para o Guinness book. A descoberta foi feita a partir do projeto colaborativo da Nasa, o programa “Caça-asteroides”. Ela colabora com a pesquisa desde 2020, primeiramente formando equipe com os pais e, agora, desde maio deste ano, com uma equipe mirim formada pelas crianças do clube de astronomia que fundou durante a pandemia. Sete corpos celestes já foram notificados pela garota. “A pesquisa é toda feita pelo software que a IASC disponibiliza, assim conseguimos observar as imagens, todos os que eu descobri já estão em análise preliminar”, explica a menina. O processo de confirmação da descoberta é realizado pela NASA, em um processo que leva até oito anos para ser finalizado. Mas, uma vez confirmado, Nicole fica para história como a pessoa mais nova a descobrir asteroides. Na mídia internacional, a menina já foi chamada de “astrônoma mais jovem do mundo”. De acordo com Patrick Miller, diretor do IASC, ela é, “provavelmente, uma das mais jovens (senão, a mais jovem) dos participantes do programa”. Estudante do Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas (CEAAL) desde os seis anos, entre os adultos, a menina decidiu criar um canal no Youtube, onde já entrevistou grandes nomes da astronomia brasileira, acumulando 1,62 mil inscritos. "Nicolinha insistiu e, quando completou seis anos, ganhou a oportunidade de participar do curso. Assistiu a todas as aulas, fez a prova, passou e se tornou a sócia mais nova da instituição", conta a mãe. O feito chamou a atenção e Nicole passou a ser convidada para ministrar palestras em escolas da capital, e no próprio CEAAL. A rotina interrompida com a pandemia, mas preenchida com o clube mirim que fundou e com a caça aos asteroides, além de ter ministrado palestra também no 1º Seminário Internacional de Astronomia e Aeronáutica do MCTI (Ministério da Ciência, da Tecnologia e das Inovações), realizado virtualmente em junho deste ano. Para o futuro, Nicolinha já sabe que caminhos pretende seguir. “Quero me formar em engenharia aeroespacial, para construir foguetes e levar as pessoas para o espaço. Meu maior sonho é que todas as crianças no mundo possam ter acesso à ciência, tecnologia, astronomia e tudo mais que sonharem”, conta a pequena cientista.

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