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Cidades

Redu��o de leitos psiqui�tricos

A redução dos leitos psiquiátricos pode resultar em problemas de atendimento, sobretudo para pacientes vindos do interior. A posição é defendida por uma integrante do Conselho Municipal de Saúde. “É verdade que essa redução já estava prevista; o problema

Por | Edição do dia 01/04/2004 - Matéria atualizada em 01/04/2004 às 00h00

A redução dos leitos psiquiátricos pode resultar em problemas de atendimento, sobretudo para pacientes vindos do interior. A posição é defendida por uma integrante do Conselho Municipal de Saúde. “É verdade que essa redução já estava prevista; o problema é que faltam os serviços substitutivos que deveriam acompanhá-la”, salientou a conselheira Josileide Carvalho, representante dos usuários no fórum de saúde de Maceió. A redução é parte da reforma psiquiátrica, que prevê o fim do confinamento dos portadores desse tipo de transtorno em hospitais, incentivando sua integração cada vez maior à família e à comunidade. A reclusão seria prevista apenas para os casos em que houvesse uma crise. O movimento que estabeleceu essa diretriz ficou conhecido como Luta Antimanicomial e teve como uma das principais defensoras a médica alagoana Nise da Silveira, referência internacional sobre a questão. Segundo a conselheira, a medida está para ser posta em prática, a partir de maio e ao final, as instituições ficarão com no máximo 160 leitos. Mas, pela previsão inicial, segundo ela, a redução dos leitos hospitalares seria acompanhada da melhoria das condições de funcionamento dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e dos ambulatórios para atendimento eventual dos pacientes em crise. “Mas, falta capacitação de pessoal e divulgação, para a própria comunidade, de que esses serviços estão disponíveis. Para o pessoal do interior, onde praticamente a estrutura para esse tipo de atendimento não existe, a situação vai ficar difícil”, prevê a conselheira. Segundo ela, por causa disso, muitos moradores de outras cidades vêm à capital procurar internamento. Com a redução dos leitos, Josileide prevê que eles podem não encontrá-lo. A conselheira informou ainda que no mês passado, uma reunião do Conselho Municipal de Saúde condicionou a redução à melhoria das condições de atendimento.

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