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T�cnicos da Receita deflagram greve por reajuste salarial

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Os técnicos da Receita Federal em Alagoas deflagraram greve, ontem, e só voltarão ao trabalho quando o governo atender às reivindicações da categoria. Em negociação há seis meses com a Secretaria Nacional da Receita, eles recusaram a proposta de esperar mais 10 dias por uma contraproposta. Os técnicos querem equiparação com os salários da Polícia Federal. ?Queremos 63% do valor pago aos técnicos da Polícia Federal?, disse a diretora-parlamentar do SindiReceita, a entidade nacional da categoria, Maria do Carmo Azevedo. Com a greve, atividades como o serviço de informações e encaminhamento de processos vão ser atingidas, mas o delegado em Alagoas, Francisco Augusto Carlos, ressalta que a recepção das declarações do Imposto de Renda não sofrerá qualquer alteração. É que as declarações são feitas pela Internet, no Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal, e em caso de formulário, são entregues nas agências dos Correios. O contribuinte, alerta o delegado, não deve deixar de cumprir o prazo para entregar sua declaração, apostando numa prorrogação, pois é improvável que isso ocorra. A declaração do IR/2004 deve ser entregue até as 20h do dia 30 deste mês. Francisco Augusto admitiu que a paralisação das atividades dos técnicos resultará em prejuízos para a Receita, pois muitos processos ficarão parados. ?A arrecadação espontânea continua, mas o retardamento de processo pode refletir na arrecadação?, disse o delegado. Ao contrário dos técnicos, os auditores fiscais, que também estão em negociação com o governo, concordaram em esperar por uma resposta, mas aprovaram um indicativo de greve para logo depois do fim do prazo solicitado pela Secretaria da Receita. ?Se até o fim destes 10 dias não nos apresentarem uma proposta, iniciaremos uma greve de advertência por 96 horas?, disse o presidente da delegacia sindical da Unafisco/Alagoas, Walter Santana. Auditores e técnicos da Receita Federal divergem sobre questão salarial, pois uma categoria se sente prejudicada pela outra. Essa divergência resultou em posições diferentes acerca do prazo solicitado pelo governo. ?Há um desvio de função. Eles deveriam estar na rua cumprindo o papel de fiscais, mas esse trabalho é feito pelos técnicos?, reclama Maria do Carmo, argumentando ainda que os auditores querem impedir a equiparação de salários entre as duas categorias. Nessa negociação, os técnicos, cujos salários atualmente variam entre R$ 2.400 e R$ 3.500, querem a equiparação com PF e que a correção seja extensiva aos aposentados. ?Além dos salários, exigimos que o governo invista no fortalecimento da Receita Federal que está sofrendo um processo de sucateamento tanto pessoal quanto tecnológico?, disse o presidente da Delegacia Sindical do SindiReceita em Alagoas, José Orlando Vasconcelos. Os auditores também pleiteiam equiparação, só que com os auditores do Ministério Público Federal. Eles já têm uma contraproposta do governo, mas alegam que ela não atende aos interesses da categoria por não ser extensiva aos aposentados. ?O que nos foi apresentado só atende parcialmente às nossas reivindicações?, diz, revelando que a proposta do governo foi de implementar uma gratificação de 30% nos salários atuais, que vão de R$ 5.100 a R$ 7.700 nos 13 níveis da carreira, só que de acordo com o desempenho da Receita no País, nas regiões e individualmente. Tanto auditores quanto os técnicos vão aguardar o resultado nacional, já que as entidades das duas categorias decidirão se atendem ou não ao prazo solicitado pelo governo de acordo com as assembléias nos estados. Mas os dirigentes em Alagoas já decidiram que a posição nacional será acatada.

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