Cidades
Pais protestam contra atraso na inaugura��o de escola
Moradores do Conjunto João Sampaio I fizeram, ontem pela manhã, uma manifestação em frente à Escola Municipal Tradutor João Sampaio, em protesto contra a demora na obra de construção da unidade e conseqüente atraso no início das aulas. Os pais querem uma definição da Secretaria Municipal de Educação (Semed) para que os mais de 700 alunos que estão fora da sala de aula comecem a estudar. De acordo com o líder comunitário, pai e aluno matriculado no projeto Saber, José Torquato, a escola começou a ser construída em 2002, com um calendário que previa a entrega em 180 dias. Já se passaram dois anos e as obras ainda não foram concluídas. Na realidade, segundo Torquato, elas já começaram com atraso e só depois que a associação de moradores do bairro acionou a Justiça. ?A escola já foi prometida para dezembro de 2003, fevereiro deste ano, março, e na última vez que cobramos uma data, a Semed prometeu que as aulas seriam iniciadas no dia cinco de abril, o que também não vai acontecer?, reclama Torquato. De fato, vários itens de acabamento da construção ainda precisam ser concluídos, a exemplo da pintura externa do prédio. A mobília ainda não chegou, mas a Semed informou que já está comprada, apenas esperando a conclusão da obra que, segundo os manifestantes, estava parada há dois dias. ?Os moradores já se colocaram à disposição para ajudar na pintura, arrumação e limpeza do prédio, mas a secretaria não aceita?, afirma José Carlos Cunha, pai de aluno. A própria secretaria já trabalha com um novo prazo de entrega da escola. ?A construtora responsável prometeu entregar logo após a Semana Santa. A inauguração está prevista para o dia 23 de abril, mas as aulas podem até ser iniciadas antes?, afirmou a assessoria de comunicação da Semed. A secretaria justificou que não poderia aceitar a oferta de mutirão da comunidade porque não tem amparo legal para isso, uma vez que a obra foi licitada e está entregue a uma construtora. A escola vai funcionar em três turnos e já matriculou 725 alunos, incluindo 194 que antes tinham aulas na sede da associação dos moradores, cujas turmas foram desativadas em função da construção da nova escola. Pelo menos duas outras comunidades estão vivendo o mesmo problema que os moradores do Conjunto João Sampaio. Nos conjuntos Denisson Menezes e Frei Damião, um dos mais carentes da cidade, as crianças aguardam o término das obras de construção para ter acesso à sala de aula. Vaga A Secretaria Executiva de Educação informou, ontem, que já encontrou uma solução para os estudantes que não conseguiram vaga na Escola Manoel de Araújo, localizada no Conjunto Henrique Equelman. Eles podem se matricular na Escola Estadual Dom Otávio, no Benedito Bentes. Segundo a secretaria, o transporte dos estudantes já estaria garantido pelo governo. Diariamente 65 estudantes provenientes do Alto da Alegria são transportados para essa unidade de ensino. A GAZETA DE ALAGOAS acompanhou o sacrifício de pais de alunos que dormiram à porta da escola na esperança de garantir uma vaga e não conseguiram. Seriam necessárias 1.500 vagas para atender à demanda somente na unidade do Henrique Equelman.