Pandemia
ASSOCIAÇÃO DE BARES E RESTAURANTES DE AL É CONTRA CRIAÇÃO DE ‘PASSAPORTE DA VACINA’
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A chegada da vacina trouxe uma nova expectativa aos setores do comércio que sofreram com a pandemia. À medida em que a população é imunizada, as medidas restritivas vão sendo reduzidas. Hoje, bares, restaurantes e estabelecimentos que trabalham diretamente com o público buscam reduzir os prejuízos causados pelo novo coronavírus.
O “passaporte da vacina” é uma das formas que estão sendo cogitadas para que bares e restaurantes mantenham um controle sanitário da Covid-19 dentro dos seus espaços. Caso esta medida venha a ser adotada, aquele que quiser frequentar esses espaços, principalmente locais fechados como teatro ou cinema, terá que apresentar um comprovante de vacinação, mostrando que completou a imunização com a primeira e a segunda doses, ou que recebeu a vacina de dose única.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Alagoas (Abrasel-AL) desaprova a implementação dessa medida. A entidade acredita que não há garantia efetiva na contribuição da segurança da população, e ressalta ainda que o passaporte da vacina, se tratado como uma exigência, acarretará novos transtornos aos estabelecimentos e sociedade em geral. Para o presidente da Abrasel-AL, Eutímio Brandão Júnior, a vacinação é sem dúvida o caminho para uma retomada segura, mas não faz sentido algum direcionar essa responsabilidade aos empresários. “Não podemos distinguir nossos clientes, na porta dos estabelecimentos, pela apresentação ou não de um cartão de vacina. Até porque o acesso ao imunizante sequer está disponível em todas as regiões do país, para toda a população, e nosso setor recebe grupos, famílias de diferentes idades e lugares do Brasil”, conta. Ele acrescenta que a entidade reforça seu compromisso em seguir contribuindo para vencer a pandemia, exigindo o uso das máscaras, distanciamento social, higienização das mãos e orientando quanto à importância da vacinação. O “passaporte da vacina” já foi implementado na cidade de São Paulo, onde os clientes dos estabelecimentos devem apresentar um QR code como forma de comprovar a imunização. A analista de departamento pessoal do Kanoa, Amélia Braga, conta como o bar sofreu com as restrições: “Não queremos um retrocesso, nem fechar as portas, então, estamos de mãos dadas com o governo. Sofremos demais com a pandemia no último fechamento, em maio agora, demitimos 14 funcionários”.
Amélia afirma que o bar, localizado na praia de Ponta Verde, em Maceió, trabalha junto com a Abrasel e que o Kanoa sozinho não tem forças. “Hoje não visualizamos isso [implementação do passaporte de vacina], a não ser que a associação [Abrasel] exija”.
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Ela acredita que tudo que vem para prevenir e orientar a população é de extrema importância. “Se tiver que ser implementado, vamos seguir. Ainda tem muita gente que não quer se vacinar, mas se você quer ter o seu lazer é importante arcar com o seu compromisso primeiro”. Por outro lado, há quem acredite que a implementação do “passaporte da vacina” seja desnecessário. Maria Aparecida, proprietária do restaurante Maré Mansa, acredita que a implementação exigirá mais recursos financeiros por parte dos estabelecimentos e que saldar as dívidas que se acumularam durante a pandemia é o principal objetivo no momento.
* Sob supervisão da editoria de Economia