Cidades
Consumidor paga caro pelo peixe da Semana Santa
FÁBIA ASSUMPÇÃO Quem quiser manter a tradição de comer pescado na Semana Santa, terá que preparar bem o bolso. Faltando apenas seis dias para a Sexta-Feira da Paixão, a tendência é de aumento no preço de peixes e frutos do mar. Mesmo no Mercado da Produção, onde geralmente os preços dos produtos são mais acessíveis que nos supermercados, o custo do pescado está assustando os consumidores. O quilo da arabaiana, um dos peixes mais procurados, está a R$ 10,00, o mesmo valor do quilo de camarão. Mais salgado ainda está o preço do quilo do bacalhau que, dependendo do tipo, varia entre R$ 14,00 e R$ 20,00. Quem não tem como desembolsar esse valor pode optar por comprar outros tipos de peixe, como o vermelhão, cujo quilo está custando entre R$ 4,00 e R$ 5,00. Pelo mesmo valor o consumidor pode comprar também um quilo de sururu. Na semana passada o molusco podia ser encontrado no mercado por R$ 3,00 o quilo. A feirante Edleuza Maria começou há poucos meses a comercializar no mercado. Ela diz que todo peixe vendido por ela é do próprio Estado. O peixe do tipo vermelhão é entregue pelo fornecedor ao preço de R$ 4,00 o quilo. ?Por isso, a gente não pode vender a menos de R$ 5,00 o quilo?, argumenta. A comerciante Quitéria Pereira de Souza, responsável por uma banca de venda de bacalhau, afirma que nem a chegada da Semana Santa faz aumentar a procura pelo produto. Por isso, garante que praticamente não há diferença de preço em relação ao ano passado. Por enquanto, a procura pelo pescado ainda não anima os feirantes do Mercado da Produção. Muitos consumidores preferem pesquisar muito antes de comprar. A ordem para quem não quer sair no prejuízo é mesmo pechinchar. Para outros, que não se importam com a tradição, o período é propício para comprar carne bovina e frango, que está pela metade do preço. Fiscalização A partir de segunda-feira os produtos mais consumidos na Semana Santa receberão da Vigilância Sanitária uma fiscalização maior nos estabelecimentos comerciais. A chamada Operação Semana Santa, iniciada há oito dias, vai ser intensificada para garantir que os produtos sejam ofertados em condições adequadas para consumo. Segundo a coordenadora do órgão, Cláudia Santana, os fiscais vão trabalhar, inclusive, na Sexta-Feira Santa, já que o comércio nos últimos anos não restringe mais esse dia. A ordem, segundo ela, é orientar os vendedores sobre os procedimentos aceitáveis e recolher tudo que for considerado um atentado à saúde do consumidor. O trabalho tem um caráter muito mais educativo que punitivo. Serão colocadas equipes em cada balança de peixe e no Mercado da Produção. Cláudia explica que não serão admitidos produtos sem proteção, sem refrigeração e que não estejam com bom aspecto, nem com indicativo de que foi descongelado. O peixe deve estar firme, com olhos brilhantes e as escamas não podem estar se soltando, orienta ela. ?Os consumidores devem ser parceiros nesse trabalho de fiscalização?, sugere. Qualquer sinal de irregularidade deve ser denunciado à Vigilância Sanitária pelos telefones 315-5240 e 315-5241, para que seja checado se a situação procede.