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Alagoanos escapam de atentado na Espanha

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MÁRIO LIMA Os alagoanos Thaís Jucá de Melo, 25, e José Luiz Magalhães de Lima, 25, escaparam por um triz do atentado terrorista que fez explodir, em Madrid, na Espanha, em 11 de fevereiro deste ano ? uma quinta-feira ?, vagões do principal trem que corta a cidade em praticamente toda a sua extensão. A explosão matou 202 passageiros, entre eles um brasileiro, e deixou mais de 1800 feridos. O atentado teria sido praticado por grupos islâmicos, como a Al-Quaeda, organização de Osama Bin Laden que comandou também a explosão das torres gêmeas de Nova York, em 11 de novembro de 2002. Três semanas após o atentado, Thaís e Luiz relataram, com exclusividade, para a GAZETA, os momentos dramáticos que passaram , antes e depois do ato terrorista que abalou a Europa e o mundo. Thaís viria de Barcelona, onde mora, até Madrid, para encontrar um grupo de amigos alagoanos, entre eles Luiz Magalhães, o Luizinho Tererê. O encontro estava programado para sexta-feira, na estação de Atocha, onde aconteceu uma das explosões, e de onde o grupo sairia para conhecer os museus, os palácios e parques da mais universal das cidades espanholas. ?Eu escapei da tragédia, porque eles escolheram a quinta-feira e não a sexta. Eu poderia estar na estação porque iria chegar às 6h30. Mas tenho uma proteção muito forte, que sempre me acompanha. Ainda tenho muito o que fazer nesse mundo, tenho muito trabalho para desenvolver, muita coisa para conhecer, muito o que aprender?, diz Thaís. Ela continua em Barcelona, de onde, por e-mail, falou sobre sua vida antes e depois do atentado (leia entrevista abaixo). Já Luizinho está volta a Maceió. Ele retornou na quinta-feira passada, e recebeu a GAZETA em seu apartamento, na Ponta Verde, onde folheou a edição do matutino datada de 11 de maio. Ele estava há quatro meses em Madrid, depois de passar por Barcelona e rodar meio mundo: Nova Zelândia, Londres, Irlanda e, finalmente a Espanha. Luiz estava dormindo perto de uma das linhas do metrô, quando foi acordado pelo barulho das bombas e por um telefonema da família, no Brasil. ?Fiquei transtornado, assustado. Moro na mesma linha do trem que vai para Atocha, a estação onde explodiu uma das bombas. Fiquei super assustado e com medo. Muita gente pega esse trem para trabalhar, inclusive eu. Mas em Madrid, o clima já estava tenso, por causa das tropas no Iraque e das eleições. Para você ter uma idéia, dias antes das explosões, no mesmo trem, presenciei uma briga feia em um dos vagões, entre grupos estrangeiros. Eram três ingleses e três panamenhos. Mesmo com o alarme acionado, não apareceu nenhum policial. Teve sangue e tudo no vagão. Se antes eles não tinham nenhuma segurança interna, hoje o país está cercado de policiais por todos os lugares?, conta Luizinho.

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