Cidades
Davino comanda ca�ada aos assaltantes
As polícias de Alagoas e de Pernambuco trabalham juntas na caçada ao bando de assaltantes que ontem invadiu o centro da cidade de Colônia Leopoldino, roubou parte do dinheiro dos caixas da agência do Banco do Brasil, humilhou os clientes do banco mandando todos deitaram no chão, tentou ridicularizar a Polícia Militar e ainda matou o PM Marivaldo Franco, 37 anos, que saiu em defesa dos colegas e morreu com um tiro nas costas. O próprio secretário de Defesa Social, delegado Robervaldo Davino, irritado com a ousadia do bando, deixou seu gabinete e foi para a linha de frente das investigações. No helicóptero da Polícia e acompanhado por policiais operacionais, Davino vasculhou vários municípios da Zona da Mata, seguindo pistas de onde supostamente os assaltantes costumam se esconder. Uma fonte da polícia chegou a revelar que o secretário tinha conseguido identificar parte do grupo. Mas até o final da noite, as especulações dos bastidores da polícia não foram confirmadas. Logo após o ataque, os assaltantes fugiram em direção ao município de Ibateguara. Neste município alagoano, que fica perto da divisa de Pernambuco, próximo ao município de Caruaru, os assaltantes abandonaram uma das Rangers, que estava com placa de Alagoas. O carro foi deixado perto do povoado de Areinha, de onde se suspeita que eles pegaram outras caminhonetes e fugiram em vários direções do interior de Alagoas e Pernambuco. Enquanto o secretário Robervaldo Davino tentava encontrar a rota de fuga dos assaltantes, o delegado regional do município de Novo Lino, Osvanilton Adelino, ontem à tarde, abria o inquérito e iniciava as primeiras investigações. O delegado ouviu os funcionários do Banco do Brasil, alguns clientes que foram atacados, fez os primeiros levantamentos técnico-periciais e constatou que o grupo, além de estar fortemente armado, demonstrou experiência tática no ataque à cidade. Porém, o delegado Osvanilton evitou comentar os primeiros rumos da sua linha de investigação. A aspirante da PM Josileide Melo, que ajudou nas primeiras investigações e estava responsável pela delegacia de Colônia de Leopoldina ontem à tarde, acredita que alguns assaltantes sejam conhecidos na cidade atacada. ?Eles usaram máscaras para dificultar sua identificação. Isto pode ser um indicativo de que alguns têm conhecidos na cidade?, suspeita a aspirante da PM. Moradores Logo após o ataque dos assaltantes, os moradores de Colônia foram para o centro da cidade. Muitos buscavam informações dos parentes que foram ao Banco do Brasil sacar seus pagamentos. Os clientes do Banco do Brasil que estavam na hora do assalto, como o aposentado José Cícero dos Santos, revelaram que a ação dos assaltantes foi muito rápida. ?Eles (os assaltantes) entraram no banco atirando, mandaram a gente deitar no chão e gritavam procurando pelo gerente. Atiravam nos vidros do banco e logo depois saíram atirando pelo meio da rua?, disse o aposentado. Os funcionários do Banco do Brasil foram orientados a não fornecer informações para a imprensa e só podiam falar com a polícia sobre o volume de dinheiro levado. Porém, uma fonte do Banco disse que os assaltantes tiraram pouco dinheiro dos caixas e não tiveram tempo de roubar os malotes que seriam usados para pagar trabalhadores de uma usina, de uma destilaria e os fornecedores de cana. Até o final da tarde, a cidade viveu um clima de medo. (AF)