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Investiga��es apuram conduta de policiais em AL

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EDITORIA DE POLÍCIA Chega a 117 o número de policiais militares e civis investigados em Alagoas, nos últimos 15 meses, em procedimentos administrativos, o que pode provocar demissão ou expulsão do serviço público. A Polícia Militar instaurou, em igual período, 298 sindicâncias, que resultaram em 70 inquéritos militares, além de outros 185 processos disciplinares ordinários, que, nesses casos, prevêem punições mais brandas. Nenhuma conduta considerada ilegal deixa de ser apurada pelas corregedorias das duas instituições, basta que haja denúncia, segundo a cúpula da Secretaria de Defesa Social. Desde que assumiu a Secretaria de Defesa Social, o delegado Robervaldo Davino tem como um propósito evitar que as polícias voltem a ser apontadas como violentas e arbitrárias, verdadeiros redutos de bandidos. Ele chegou a afirmar, quando tomou posse em janeiro de 2003, que para inibir a criminalidade no Estado, iniciaria o trabalho de dentro para fora. Hoje, existem 47 procedimentos na Polícia Civil e outros 70 na Polícia Militar que, após a apuração, podem levar o funcionário à demissão. No entanto, Davino garante que ?não é com prazer para nós que estamos gerenciando o setor de segurança, assistimos à demissão de pais de família?. Porém, aqueles que estão trabalhando no sentido contrário aos preceitos desta administração devem ser responsabilizados, inclusive com afastamento dos órgãos públicos. De janeiro de 2003 a março de 2004, seis policiais civis foram demitidos do setor de segurança pública. O ex-delegado Cícero Benício, condenado num processo de estupro e atualmente cumprindo pena no Presídio Baldomero Cavalcanti; o ex-policial Ronaldo Silvestre, que responde cinco processos na Justiça; o ex-policial Miguel Rocha Neto, que tinha apenas seis meses no serviço público, mas já respondia a três processos administrativos; o consultor criminalístico Eduardo Amaral e o servidor público Bernardo Carvalho, acusado de desvio de recursos da Secretaria de Segurança Pública; o policial José Roberto, condenado a 17 anos de prisão por envolvimento em homicídio. O secretário Robervaldo Davino alertou que todo servidor acusado de conduta irregular tem no processo administrativo amplo direito de defesa. Ele lembrou que todo processo disciplinar passa pela Procuradoria. Davino informou que o policial Nidervaldo Alves Cantuária, acusado de crime de extorsão, deve ser demitido, conforme decisão do Conselho Superior de Polícia Civil. O processo administrativo está na Procuradoria Geral do Estado. O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, esclareceu que o policial Jesse James Viana Neto, o ?Neno?, também está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil, num processo de abandono de empresa, pois já estava há mais de 80 dias sem comparecer à Delegacia de Coruripe, onde era lotado. ?Neno? foi indiciado no inquérito da morte do vendedor de jóias José Cerqueira e seu motorista Magelo da Silva e está preso no prédio onde funciona o Tigre, o grupo de operações especiais da Polícia Civil. Ele elogiou a conduta dos dirigentes das Corregedorias das Polícias Civil e Militar, declarando que eles conseguem agilizar os procedimentos sem atropelar os preceitos legais, o que facilita o julgamento final dos casos investigados. O diretor-geral da Polícia Civil, delegado Roberto Lisboa, concorda com o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, em relação à necessidade de apurações rigorosas da conduta irregular de policiais. Segundo ele, ?precisamos limpar a nossa casa; não temos como deixar de fazer isso?. Ele fez a declaração, durante a reunião com o chefe da Ouvidoria da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Pedro Montenegro, que veio a Alagoas se solidarizar com delegados e jornalistas que foram ameaçados de morte pelo policial civil e vereador Jesse James Viana Neto, o ?Neno?.

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