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ESPECIALISTA ALERTA PARA AUMENTO DE CASOS DE TROMBOSE
Os casos de trombose em Alagoas aumentaram desde a chegada da Covid-19, segundo informações do cirurgião vascular Bruno Freitas, do Hospital Geral do Estado (HGE).
O especialista ressaltou que o número de pacientes com trombose cresceu na maior emergência alagoana, como vem acontecendo no mundo inteiro. “Em torno de 16% dos casos de trombose nos hospitais estão relacionados à Covid-19, que é uma doença sistêmica inflamatória de comprometimento microvascular e vascular, que se manifesta em vários órgãos e sistemas, em particular no respiratório”, explicou Bruno Freitas.
Estes casos de trombose não se referem apenas a pacientes com o vírus manifestado, mas também aos que já se restabelecerem. “Temos casos de pacientes que se recuperaram há dois meses da síndrome respiratória e, ainda, apresentam riscos de desenvolver fenômeno tromboembólico. É como se o novo coronavírus plantasse a semente, que só se desenvolve tempos depois”, salientou o cirurgião vascular do HGE.
O diagnóstico de trombose é feito porum especialista, através do exame físico e de outros exames, como a ecografia vascular com doppler colorido, que confirma ou afasta o diagnóstico em mais de 98% dos casos.
“Para reduzir a probabilidade de sofrer com tromboses, é necessário praticar exercícios físicos, manter uma alimentação adequada, não fumar, reduzir o consumo de álcool e controlar o peso e as doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Quanto mais cedo o paciente com trombose chegar ao hospital, menos agressivo será o tratamento. Essa junção resulta em um melhor prognóstico. A melhor prevenção é procurar o atendimento o mais rápido possível”, alertou o médico.
A trombose é mais comum a partir dos 60 anos e tem uma grande influência genética, mas pode acontecer em jovens e por outras questões. Os principais fatores de risco modificáveis para os homens é o tabagismo, consumo de álcool e sedentarismo. Nas mulheres, hábitos desequilibrados também importam. Entretanto, a gravidez e o uso de pílulas anticoncepcionais, em especial, sem acompanhamento médico, são as principais ameaças..