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Cidades Autoridades do Judiciário se despedem do desembargador aposentado Orlando Manso

ALAGOAS SE DESPEDE DO DESEMBARGADOR ORLANDO MANSO

Já aposentado, ele morreu aos 78 anos vítima de infecção generalizada, deixando o Poder Judiciário alagoano de luto

Por Hebert Borges | Edição do dia 14/09/2021 - Matéria atualizada em 13/09/2021 às 22h10

Autoridades do Judiciário se despedem do desembargador aposentado Orlando Manso
Orlando Manso atuou em diversas frentes do Poder Judiciário alagoano, incluindo a presidência do Tribunal de Justiça

Amigos, colegas de trabalho e familiares se despediram, nessa segunda-feira (13), do desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Alagoas Orlando Manso. Ele morreu aos 78 anos vítima de infecção generalizada. A cerimônia, que foi realizada no Campo Santo Parque das Flores, em Maceió, teve a presença também de diversas autoridades dos Poderes. “Como homem público, o maior atributo: honrado, como todos sabem. Meu sentimento primeiro é de ir junto com o senhor. Tenho grande orgulho de ser seu filho”, disse, por meio de carta, o filho Henrique Manso. Mesmo presente no sepultamento, o filho, emocionado, pediu para que um representante a lesse. Para o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), desembargador Klever Rêgo Loureiro, Orlando Manso deixa um grande legado. “Vai o homem e fica a história”, resumiu Loureiro. O presidente do TJAL lembrou ainda que Manso deixa um legado de decisões firmes, mas também a sua simplicidade como homem. Além disso, ele ressaltou que Manso foi importante para o aprendizado de membros do Judiciário alagoano e, em especial, para o próprio presidente. “Todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele aprenderam algo”, frisou. Klever Loureiro também relatou momentos da amizade com o desembargador, quando ele ligava o “intimando” para algum restaurante, onde juntos conversavam. E completou: “Esta é uma tarde triste, até a natureza chora”, fazendo referência a chuva fina que caia na hora do sepultamento. O diretor executivo da Organização Arnon de Mello (OAM), Luiz Amorim, esteve presente na solenidade de despedida. Ele destacou que, ao longo da trajetória no Judiciário, o magistrado sempre se destacou pela postura firme, empenho e intensidade no trabalho. “A partida dele representa uma grande perda para Alagoas, o Judiciário e seus familiares. Destaco a firmeza de caráter nas suas convicções porque ele não titubeava em colocá-las em prática, defendia com unhas e dentes aquilo que ele achava ideal nas suas decisões tomadas naturalmente à luz da lei”, destacou Amorim. O secretário de Habitação de Maceió, Eduardo Rossiter, lamentou a morte de Manso e enalteceu sua história. “Vai deixar saudades. Foi um grande homem, um grande desembargador, sempre na luta dos direitos dos mais oprimidos. Deixa aqui o seu legado e saudades aos filhos e amigos. Foi um grande lutador, na Justiça enfrentou a tudo e a todos pelo direito igualitário daqueles que realmente mereciam”, lembrou. Orlando Manso estava aposentado desde dezembro de 2012, quando completou 44 anos de magistratura em Alagoas. Ele já foi presidente do TJAL e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A MORTE

Orlando Cavalcanti Manso morreu aos 78 anos na madrugada desta segunda-feira (13). De acordo com informações iniciais, ele estava tratando uma infecção urinária, mas o quadro se agravou para infecção generalizada, o que teria causado a morte.

TJ LAMENTA MORTE DE DESEMBARGADOR

Além do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), Klever Loureiro, o Corregedor-Geral da Justiça, Fábio Bittencourt, lamentou a morte de Manso. O corregedor Fábio Bittencourt ressaltou a importância de Orlando Manso para o Judiciário alagoano. “O desembargador prestou relevantes serviços à Justiça do nosso Estado, inclusive, também atuou como Corregedor. Gostaria de externar meus profundos sentimentos a todos os amigos e familiares, neste momento de tristeza”. O Chefe da Assessoria Militar do TJAL, coronel Goulart, também emitiu nota de pesar pela morte do desembargador. “Magistrado distinto e respeitado por todos os colegas, foi um grande profissional e ser humano. No decorrer de sua vida pública, trabalhou incansavelmente em prol da Justiça, deixando um grande legado para os Alagoanos. Em nome de todos que integram a AMTJ, este Chefe e amigo do falecido se solidariza com a dor da família, ao tempo que presta condolências e os mais sinceros pêsames. Muita força e fé, que a família e amigos encontrem conforto para superar essa difícil perda”, diz a nota de Adroaldo Goulart Filho.

TRAJETÓRIA

Orlando Manso nasceu em Maceió, no dia 24 de dezembro de 1942, filho de José Cavalcanti Manso e Dagmar Monteiro Cavalcanti Manso. Graduou-se em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Alagoas, na turma de 1966. Em 1968, iniciou sua carreira como magistrado no Poder Judiciário de Alagoas, sendo nomeado para atuar na Comarca de Igreja Nova, de 1ª entrância. Em 1970, Manso foi removido para a Comarca de Marechal Deodoro, e, em 1975, promovido por merecimento para a Comarca de Capela. Em 1978 foi promovido por merecimento para 3ª entrância, tomando posse na 14ª vara da Comarca de Maceió, em 8 de maio daquele ano. Já em 1987, foi promovido por merecimento para o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas. Foi Vice-Presidente do TJ, de 1995 a 1997, e Corregedor-geral da Justiça de 1997 a 1998. Em 1998, foi eleito presidente do TJ/AL, tomando posse em 1999 e permanecendo até 2001. Foi ainda Diretor-Geral da Escola Superior da Magistratura (Esmal), onde também lecionou. Recebeu título de Cidadão Honorário de diversos municípios, como Campo Alegre, Capela e São José da Tapera. E, através dos recursos captados pelo Fundo Especial de Modernização do Poder Judiciário (FUNJURIS), Orlando Manso empreendeu a construção de vários dos edifícios-sede das Comarcas alagoanas, como os Fóruns de Arapiraca, Paripueira, Cajueiro e do Campus Universitário da Ufal, em Maceió.

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