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Cidades

PANDEMIA: AL TEM MAIOR QUEDA EM PROCEDIMENTOS MÉDICOS NO SUS

Foram 782.189 a menos realizados de março a dezembro de 2020, comparado ao mesmo período de 2019

Por Hebert Borges | Edição do dia 14/09/2021 - Matéria atualizada em 13/09/2021 às 22h31

Alagoas foi o estado brasileiro que registrou a maior queda percentual no número de procedimentos de saúde que não são de emergência durante a pandemia em 2020. De acordo com levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), o recuo foi de 47%. Estes procedimentos incluem exames e consultas médicas. De acordo com os dados, 782.189 procedimentos a menos foram registrado em Alagoas entre março e dezembro de 2020, quando comparado com o mesmo período de 2019. Foram 893.438 procedimentos nesse período em 2020, ante 1.675.627 em 2019. Em todo o Brasil, o recuo foi de 28%. Em 2020, a pandemia de Covid-19 provocou a queda de 27 milhões de procedimentos de saúde que não são de emergência no Brasil. Segundo o estudo, em todo o Brasil, foram 16,6 milhões de exames de diagnóstico a menos, 8,8 milhões de procedimentos clínicos, 1,2 milhões de pequenas cirurgias e 210 mil transplantes. Os procedimentos considerados eletivos, que não são de urgência e emergência, tiveram impacto pelo direcionamento de boa parte da estrutura da rede de saúde para atender os pacientes com Covid-19. Entre março e abril de 2020, com o avanço da primeira onda da pandemia, houve uma queda de quase à metade do número de procedimentos, saindo de 8,1 milhões para 4,8 milhões. Em abril, 5 milhões de procedimentos foram registrados e, em maio, 5,6 milhões. Após recuperação, o ano terminou com 8 milhões.

Conforme o levantamento do CFM, as áreas mais afetadas entre março e dezembro de 2020, em comparação com o mesmo período no ano anterior, foram as consultas e exames em citopatologia (-51%), neurologia (-40%), anatomopatologia (-39%), cardiologia (-38%), oftalmologia (-34%) e medicina clínica (-33%).

No período analisado, 2,8 milhões de cirurgias deixaram de ser realizadas. Entre março e dezembro de 2020, 4,6 milhões de procedimentos desse tipo foram realizados, contra 7,5 milhões no mesmo período de 2019. Quando considerados os números absolutos, os procedimentos que tiveram mais impacto foram os da área de oftalmologia (-6,2 milhões), seguidos por radiologia e diagnóstico de imagem (-5,3 milhões), médico-clínico (-2,8 milhões) e radioterapia (-2,5 milhões). Sofreram grandes quedas exames como os de gasometria (medição de quantidade de O2 e CO2 no sangue), câncer e Papanicolau. Outros procedimentos afetados foram o atendimento em centro de atenção psicossocial, cauterização de lesões na pele e atendimento para indicação ou inserção do dispositivo intrauterino (DIU). Por regiões, as mais afetadas foram a Nordeste (-31%), Sul (-29%), Sudeste (-27%) e Norte (-21%). Entre os estados, além de Alagoas, as reduções mais intensas se deram no Piauí, com recuo de 45%, Amazonas (-38%), Espírito Santo (-36%), Mato Grosso do Sul e Sergipe (-35%). 2021

No 1º semestre de 2021, o número de procedimentos eletivos foi de 50 milhões, 20% a mais do que no 1º semestre de 2020, quando foram registrados 41,6 milhões de consultas, exames e cirurgias. Quando comparado com o 1º semestre de 2019, o número representa uma queda de -14%.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) avalia que é possível adotar uma série de medidas para tentar compensar a queda, como campanhas junto aos pacientes, sobretudo para os que têm doenças crônicas.

MINISTÉRIO DA SAÚDE

O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que a organização dos procedimentos de saúde e dos critérios para definir prioridades cabe aos estados e municípios. Segundo a nota, o órgão disponibilizou R$ 350 milhões em recursos adicionais para esse tipo de procedimento. De acordo com a pasta, no primeiro semestre, 3,7 milhões de cirurgias eletivas foram realizadas, com aumento em relação ao mesmo período de 2020, com 3,4 milhões desses procedimentos, mas ainda há queda se comparado ao primeiro semestre de 2019, quando equipes de saúde fizeram 4,9 milhões de cirurgias.

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