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Cidades Para Luciana Santana, Alagoas reproduz a ausência de políticas públicas que há no País

MORADORES DE BAIRROS POBRES E DA PERIFERIA SOFREM MAIS NA PANDEMIA

Para especialistas, doença tem sido mais cruel com aqueles que não têm acesso aos serviços de saúde adequados

Por regina carvalho | Edição do dia 18/09/2021 - Matéria atualizada em 17/09/2021 às 21h45

Em um ano e meio de pandemia da Covid-19 em Alagoas, as maiores vítimas do vírus foram os idosos, os homens e as pessoas com fatores de risco para a doença. Mesmo que não seja na mesma proporção, o coronavírus adoeceu mulheres, jovens e crianças, mas o Sars-Cov-2 foi e ainda é mais cruel com aqueles que não têm acesso aos serviços de saúde, situação corriqueira em bairros mais pobres e da periferia de Maceió. Se a pessoa teve sintomas e não recebeu atendimento médico adequado pode ter desenvolvido a forma grave da doença. Isso pode ter se repetido em localidades onde o serviço de saúde deixa a desejar e fez a Covid-19 afetar de forma diferente os alagoanos. O fato pode ser resumido na fala do epidemiologista, pesquisador e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, que afirmou que a pandemia tem rosto: ela é negra e pobre.

“Eu concordo com a afirmação do professor não apenas para a pandemia de Covid-19, mas para as outras epidemias que a gente teve no país. As populações em situação de maior vulnerabilidade social são as mais atingidas. Isso é um fato. E não é diferente em Alagoas também desde sempre. Não é uma situação apenas em relação à Covid-19”, declara a professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Luciana Santana.

A professora Luciana Santana afirma que pelas próprias condições estruturais do país, da ausência de políticas públicas que efetivamente resolvam a situação, que minimizem os impactos desses problemas em relação a essa população então a gente acaba tendo esse resultado desastroso. “De qualquer forma, Alagoas acaba reproduzindo o que está acontecendo em todo o país pela ausência de políticas públicas, especialmente federais no enfrentamento de problemas de saúde pública, de saúde coletiva, então isso é um reflexo dessa ausência de políticas e claro que os estados que têm histórico de maior desigualdade isso acaba ficando mais evidente”, explica a professora da Ufal.

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