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PANDEMIA PROVOCA QUEDA DE ATENDIMENTOS MÉDICOS EM ALAGOAS

Número de exames, cirurgias e transplantes teve redução de 47% nos meses de maior incidência da Covid

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Imagem ilustrativa da imagem PANDEMIA PROVOCA QUEDA DE ATENDIMENTOS MÉDICOS EM ALAGOAS
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Levantamento publicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra o estrago que a pandemia do novo coronavírus provocou no atendimento aos pacientes que necessitaram do Sistema Único de Saúde (SUS). O número de exames, cirurgias e transplantes caiu nos meses que a doença avançou. Em Alagoas a diminuição foi preocupante, uma queda de 47%. Nos anos de 2019 e 2020, em Alagoas, o total de procedimentos médicos eletivos realizados pelo SUS foi, respectivamente, 1,6 milhão e 893,4 mil, cerca de 782 mil consultas a menos no período marcado pelo início da pandemia do novo coronavírus. A queda dos atendimentos também ocorreu nas emergências, um exemplo é o Hospital de Emergência do Agreste (HEA). Em 2019, o número de atendimentos na unidade apresentou crescimento em relação a 2018, situação que mudou a partir de abril de 2020, com a implementação da política sanitária de restrição da circulação em virtude da pandemia de Covid-19. A partir de setembro de 2020, com arrefecimento das medidas sanitárias, houve aumento da movimentação nas entradas na Emergência, ocorrendo nova redução de fluxo no ano de 2021, a partir do mês de fevereiro, devido aos casos da doença. Como exemplo, no mês de agosto de 2019, 2020 e 2021, o Hospital de Emergência do Agreste registrou atendimentos, respectivamente, de 4.471 (antes da pandemia); 3.625 (quando o número de casos e mortes causadas pelo novo coronavírus já preocupava) e 3.984.(quando os números começaram a baixar). Observando o mesmo período, mas em relação às internações, houve crescimento a partir do mês de junho de 2020, quando a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) converteu parte dos leitos da unidade para os casos de Covid-19. Na sequência, tomando como referência os meses de agosto, os números foram caindo de 394 (2019) para 353 (2020) e finalmente 326 este ano. Segundo dados do Datasus, no Brasil, as consultas com especialistas tiveram redução de 25%, em média. Já as internações de 16% (exceto aquelas provocadas por doenças infectocontagiosas).

CONTINGENCIAMENTO DE LEITOS

O Conselho Federal de Medicina (CFM) constatou que a restrição de acesso aos hospitais, o contingenciamento de leitos para o tratamento de pacientes da Covid-19 e o medo de contrair a doença provocaram queda de 27 milhões de exames, cirurgias e outros procedimentos eletivos durante a pandemia. A suspensão dos procedimentos foi a medida adotada diante da maior crise sanitária. “Ao comparar o volume de atendimentos médicos registrados no Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde (SIA-SUS) e realizados entre março (primeiro mês da pandemia no Brasil) e dezembro de 2020 com o mesmo período do ano anterior, o CFM constatou a redução de pelo menos 16 milhões de exames com finalidade diagnóstica, 8 milhões de procedimentos clínicos, 1,2 milhão de pequenas cirurgias e 210 mil transplantes de órgãos, tecidos e células”, informa trecho do levantamento. Segundo o CFM, os procedimentos realizados por oftalmologistas, sobretudo consultas e exames de mapeamento de retina e aferição da pressão intraocular (tonometria), caíram de 18,5 milhões em 2019 (março a dezembro) para 12,2 milhões. Um deficit de pelo menos 6,3 milhões (-34%) entre os períodos analisados. Além da oftalmologia estão a radiologia, com redução de 5,4 milhões de procedimentos; a clínica médica (-2,8 milhões); e a radioterapia (-2,6 milhões).

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