Cidades
SETORES PRODUTIVOS APOIAM PASSAPORTE DA VACINA EM ALAGOAS
Aliança Comercial diz que qualquer medida que garanta segurança e ajude as vendas serão bem-vindas
Se na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) a proposta da legitimação da cobrança de um “passaporte da vacina” gerou polêmica, no setor produtivo alagoano ela foi bem recebida. A presidente da Aliança Comercial de Maceió, Andreia Geraldo, deixou claro que qualquer medida que garanta segurança e ajude as vendas serão bem-vindas. Entretanto, ela entende que para as lojas do Centro isso não seria necessário porque os estabelecimentos têm tomado todas as medidas de segurança.
“A Aliança Comercial apoia todas as medidas que venham a cuidar das pessoas. Entendemos que toda a sociedade é responsável pelo combate à pandemia. Sem dúvida alguma, o passaporte de vacinação exigido em alguns estabelecimentos é bem necessário, principalmente em locais de aglomeração, onde é exigido esse tipo de comprovação. Porém, para o Centro de Maceió não vemos a necessidade desse rigor e dessa obrigatoriedade”, enfatizou.
Segundo Marcela, desde a fase mais aguda até o momento atual, as lojas adoram uma prática sanitária com distanciamento e a presença abundante de álcool em gel, o que garante tranquilidade tanto para quem trabalha como para quem consome. “Iremos continuar acreditando em todas as medidas do protocolo”, garantiu Marcela.
Para o presidente da Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape/AL), Sérgio Feitosa, a medida é uma garantia de segurança. Ele lembrou que independente do projeto que tramita na ALE, a própria autorização para o retorno das atividades já previa um critério maior de segurança.
“Acreditamos que no nosso segmento a obrigatoriedade do cartão seja um caminho mais seguro para quem vai está participando do evento. Não adentramos em outros segmentos porque talvez fique inviável. Mas no nosso protocolo já consta isso ou um teste de PCR com até 72h. Já ocorre e é estipulado pelo governo do Estado”, disse Feitosa
Para os representantes dos dois segmentos, mesmo com a possível determinação legal, o mais importante é a consciência de todos, já que o problema da pandemia não é apenas clínico ou dos órgãos de saúde. Como alterou a rotina e o funcionamento da própria sociedade, é a união de esforços que irá proporcionar a retomada segura da vida em coletividade.
DESOBRIGAÇÃO
Após as cidades de Duque Caxias e do Rio Janeiro anunciarem planejamento de avanço dos protocolos de segurança sanitária para a desobrigação do uso da máscara, ainda no mês de outubro, cresce a expectativa de toda a população para se desfazer da restrição após quase dois anos de pandemia de Covid-19.
Em Maceió, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirma que aguarda um percentual seguro de vacinados para tamanha flexibilização. As cidades cariocas atingiram, respectivamente, 46,8% e 65% da população com a imunização completa, e a liberação do uso deverá ser feita gradualmente, à medida que também avança a imunização. Em Alagoas, já na fase azul desde o fim de setembro, uma série de restrições já ficou mais branda com o avanço do protocolo sanitário. No entanto, mesmo assim, a Prefeitura de Maceió disse não ter previsão para seguir a mesma progressão, enquanto não houver maior cobertura vacinal e uma diminuição consistente dos casos na cidade. A capital alagoana já conta com 40% da população com o esquema vacinal completo; 54% da população adulta já está imunizada. Em nota, a Secretária Municipal de Saúde afirmou que, uma vez alcançado um percentual considerado seguro pela equipe, também terá início um novo planejamento das medidas de prevenção.
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* Sob supervisão da editoria de Cidades.