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�rea de prote��o ambiental � loteada por golpistas

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) vai intensificar a fiscalização na Área de Proteção Ambiental das dunas do Pontal da Barra, que está sendo loteada irregularmente para construção de casas. Pela legislação ambiental, são proibidas construções em áreas de dunas. Só que ao longo dos anos, as dunas do Pontal praticamente desapareceram devido à construção descontrolada de casas de alvenaria, além da retirada de areia e barro por construtoras e empresas de material de construção. Essa situação condena ao desaparecimento o que poderia ser hoje um dos cartões-postais de Maceió. O secretário Alder Flores disse ontem que vai pedir o apoio da Delegacia de Crimes Ambientais para identificar golpistas que estão vendendo terrenos na área. No local é possível encontrar placas de venda dos terrenos, com os celulares dos negociantes. Dependendo da área, o terreno pode custar entre R$ 1.500 até R$ 5 mil. O presidente da Associação dos Moradores do Pontal da Barra, Jorgeval Mário Lisboa Santos, admitiu que conhece as pessoas que comercializam terrenos na área, mas teme denunciá-las e sofrer represálias. Ele cobrou dos órgãos ambientais uma ação mais efetiva para coibir esse tipo de prática. Segundo ele, o secretário Alder Flores realizou há dois meses uma reunião pública com a comunidade e prometeu fazer um trabalho educativo para coibir a ocupação das áreas de dunas, mas até agora nada foi feito. Degradação Alder Flores justificou que alguns problemas prejudicaram a realização do trabalho educativo. Mas garantiu que ele será iniciado. Ele afirmou que desde o ano passado, a secretaria vem recebendo denúncias de vendas de terreno na área de dunas. A Sempma colocou placas indicativas de que se trata de uma área ambiental, que já se apresenta bastante degradada pela retirada de barro e areia e, em alguns pontos, está tomada pelo lixo. Alder observou que os fiscais da secretaria chegaram a derrubar algumas casas que estavam sendo construídas. Mas ainda não existe solução para aquelas construídas há anos. ?A maioria dos moradores é de baixa renda e fica complicado derrubar todas as casas?, reconhece Alder, que pretende discutir com o Ministério Público e buscar uma saída para o problema. ?Fizemos o levantamento topográfico para a delimitação da área e vamos intensificar a fiscalização?. Toda a área que vai do Clube dos Oficiais até a boca do Pontal da Barra é domínio da União e é considerada Área de Proteção Ambiental. Só que por falta de controle, elas foram sendo ocupadas por construções. Hoje, só resta a pequena faixa de dunas do Pontal, que ameaça desaparecer completamente. Apesar de ser área de domínio da União, o presidente da Associação dos Moradores do Pontal, Jorgeval Santos, explica que existem muitos posseiros no local, que fizeram plantio de coqueiros e hoje promovem a venda irregular dos terrenos.

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