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Greve na DRT superlota atendimento no Sine

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FÁTIMA ALMEIDA Cerca de 500 pessoas estão deixando de ser atendidas diariamente, em serviços como de emissão de carteira profissional e seguro desemprego, com a greve que paralisou vários setores da Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Em compensação no Sistema Nacional de Empregos (Sine), na margem do Salgadinho, o movimento triplicou nos últimos dias, com as demandas da DRT, o que levou o órgão a esticar o horário de atendimento ao público para dois expedientes, chegando até a três, conforme a necessidade. De acordo com a assessoria de comunicação da DRT/AL, antes da greve o órgão realizava, diariamente, cerca de 150 atendimentos de seguro desemprego e aproximadamente 200 emissões de carteira de trabalho. Pelo comando de greve, Marcos Leão, acrescentou a esses números cerca de 25 homologações, 75 cálculos trabalhistas e vários pedidos de informação que deixaram de ser feitos desde que a categoria aderiu à greve nacional da Previdência. A greve não tem tempo para terminar. Do lado de dentro do prédio, apenas os serviços de apoio administrativo e a assessoria de gabinete funcionam em tarefas internas. Do lado de fora, acampados na entrada do prédio, os demais funcionários em greve exibem faixas com as principais reivindicações e orientam os casos mais urgentes a procurar o Sine, órgão igualmente habilitado para resolver questões relativas ao seguro desemprego e carteira de trabalho. Demanda em dobro A doméstica Gessira Albuquerque simboliza o lado do usuário que fica sem o serviço. Acompanhada de uma parenta e de um filho de sete anos com problemas mentais, sem um centavo no bolso, ela arrastou a pé do seu barraco, na beira da lagoa, imediações do Papódromo, até a DRT, no centro da cidade, para tirar a Carteira de Trabalho, documento exigido pelo hospital, onde o garoto deve ser internado. Não conseguiu ser atendida e desanimou, quando soube que teria que andar mais ainda até chegar no Sine, que nem sabe onde fica, acabou desistindo. A maioria das pessoas não quer esperar e acaba procurando o órgão recomendado. O resultado, no Sine, está nas longas filas de espera, como nunca se viu no local. Para organizar o atendimento, o sistema está usando todo o seu potencial humano. Até a diretora Alexandrina Ferro, deixou de lado as questões administrativas e está ajudando no atendimento, preenchendo formulários e fazendo encaminhamentos. O atendimento ao público, que normalmente é até as 14 horas, está se estendendo até as 18h e, segundo Alexandrina, já teve dia que os funcionários ficaram até as 22h para dar conta do pessoal que estava na fila. Para evitar que vare a madrugada, o órgão adotou o sistema de distribuição de fichas. Ontem pela manhã mais de 100 já tinham sido distribuídas para hoje. ?Estamos recebendo até ônibus do interior. Não podemos deixar que eles retornem sem resolver seus problemas?, destacou ela. Serviços no INSS A greve da Previdência paralisou também, parcialmente, os postos do INSS. Muitas pessoas não estão conseguindo atendimento, mas para algumas questões burocráticas e informações é possível não perder a viagem. A doméstica Helena Maria da Silva está dando entrada nos papéis para a aposentadoria. Conseguiu protocolar, mas terá que retornar na terça-feira para assinar alguns documentos. Ontem, no Edifício Monte Máquinas, no Centro, estavam funcionando o Protocolo, a Perícia e o setor de informações.

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