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Sa�de ter� leitos extras para desafogar maternidades

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A partir de segunda-feira, a Maternidade Santo Antônio, em Maceió, vai disponibilizar oito leitos na Unidade de Cuidado Intermediário (UCI) ? também chamado de berçário intermediário ? para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa foi uma das medidas acertadas entre as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde para desafogar o atendimento nas Maternidades Santa Mônica e Hospital Universitário (HU), os dois únicos hospitais públicos que atendem gestantes de alto risco. Desde o fim de semana, as duas unidades sofrem com a superlotação em suas UTIs neonatais e UCIs. Ontem pela manhã, a UTI Neonatal do Hospital Universitário - que possui 10 leitos - estava com 14 recém-nascidos internados. No berçário intermediário, que possui 12 leitos, haviam mais 14 bebês. Além disso, na manhã de ontem, o hospital registrava 15 mulheres na área de pré-parto e, em pelo menos três casos, existia uma grande probabilidade de os bebês necessitarem da UTI Neonatal, por se tratar de partos de alto grau de complexidade. O hospital, que possui 60 leitos na maternidade, fechou o dia com 72 mulheres internadas. No segundo andar, onde são disponibilizados 15 leitos para o pré-parto, estavam sendo alojadas, inclusive, mulheres que já haviam parido. Algumas delas estavam sendo acomodadas improvisadamente em sofás à espera de vaga. No sexto andar, os 48 leitos destinados às parturientes estavam todos ocupados. Por mês, o HU realiza cerca de 535 procedimentos obstétricos. A maioria das mulheres que chegam ao hospital vem do interior do Estado ou dos bairros vizinhos, como o Benedito Bentes. Grande número delas apresenta gravidez de alto risco, como adolescentes, hipertensas e diabéticas e, por isso, muitas vezes têm o atendimento recusado nos hospitais que não dispõem de vagas ou de UTI neonatal para pacientes do SUS. Segundo o diretor-geral do HU, João Macário Omena, a oferta de leitos em berçários intermediários pode ajudar bastante a desafogar o atendimento na UTI neonatal. Ele explica que em alguns casos, os bebês que já não necessitam mais dos cuidados intensivos estavam sendo remanejados para as enfermarias com as mães para ceder a vaga a outro mais debilitado. Na Santa Mônica, o número de bebês na UTI e na UCI teve uma pequena redução. Na segunda-feira, as duas unidades juntas chegaram a ter 62 bebês internados. Ontem havia 52 recém-nascidos. Ainda assim, caracterizando superlotação dos setores.

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