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Prefeitos classificam reajuste como respons�vel

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BLEINE OLIVEIRA O valor do novo salário mínimo anunciado, ontem, pelo governo provocou frustração entre sindicalistas alagoanos, mas garantiu a confiança dos administradores municipais no governo Lula. Na avaliação de sindicalistas como o presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Izaac Jackson, o reajuste de 8,3%, que eleva o mínimo dos atuais R$ 240,00 para R$ 260,00, é acanhado e frustrante. Defendendo o valor de R$ 300,00, a CUT esperava que o aumento fosse de, pelo menos, 10%, o que elevaria o mínimo para R$ 284,00. Já para dirigentes públicos, como a presidente da Associação dos Municípios Alagoanos, Rosiana Beltrão, a decisão do governo Lula foi correta e responsável. ?O presidente agiu com clareza e responsabilidade, consciente das conseqüências que um valor acima desse provocaria, principalmente no setor público?, disse a dirigente municipal, prefeita de Feliz Deserto. Ela estava em Brasília, ontem, quando o novo mínimo foi anunciado. Tanto os que criticaram quanto os que aprovaram o reajuste do salário mínimo têm argumentos fortes para defender suas posições. Na visão dos trabalhadores fixá-lo em R$ 300,00 obrigaria estados e municípios a refazerem suas contas e a planejar os gastos públicos. ?Discordamos do valor, pois esperávamos que o governo avançasse mais. Um reajuste maior não provocaria a quebradeira que os prefeitos estão alegando, mas levaria os municípios a um novo planejamento administrativo?, declara Izaac Jackson. O presidente da CUT/Alagoas admite que o governo deverá enfrentar maior pressão social, a partir das manifestações de amanhã, 1o de Maio, quando entidades sindicais e movimentos sociais estarão nas ruas em função do Dia do Trabalhador. ?Esperávamos um presente melhor?, acrescenta. ?Além do reajuste insuficiente, o trabalhador tem que encarar o aumento dos preços, que acaba engolindo o ganho do salário. As empresas sempre repassam os custos para o consumidor, diminuindo ainda mais nosso poder de compra?, reclama Tadeu Menezes, presidente do Sindicato dos Comerciários de Alagoas. Ele afirma que o empregado continua sendo o grande prejudicado nas decisões de natureza econômica, pois tem que enfrentar os efeitos decorrentes do reajuste do salário mínimo. O dirigente sindical avalia que Lula se afasta da possibilidade de cumprir a promessa que fez enquanto candidato, de dobrar o valor real do salário mínimo ao longo dos quatro anos do mandato presidencial. Dando claros sinais de que é hoje uma aliada do governo federal, a prefeita Rosiana Beltrão defende com firmeza a decisão de Lula que, para ela, ?enfrentou um dos momentos mais difíceis de sua vida, mas tomou a decisão certa?. A prefeita argumenta que a questão não está simplesmente no valor do mínimo. O que prejudica as prefeituras são os encargos que incidem sobre o valor pago a cada servidor público.

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