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Vigil�nica culpa morador pela m� qualidade da �gua

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FELIPE FARIAS A Vigilância Sanitária (Visa) do município vai intimar moradores da região da Praça Padre Cícero, no Vergel, para desfazer as ligações clandestinas de água e remover as bombas que utilizam para captá-la da rede. Esta semana, eles reclamaram da qualidade do produto, que chega escuro às torneiras, cheio de impurezas e com forte mau cheiro. Na prática, a comunidade passou da condição de denunciante para a de alvo da denúncia. A moradora Marilene Gomes reclamou da Casal pela qualidade da água, mas admite que a comunidade usa bombas para retirar o produto da rede. Ela se justifica alegando que, como não há pressão suficiente para o líquido chegar às torneiras, o único recurso é usar a bomba, que praticamente todos têm. ?A gente liga de noite ou de manhã logo cedo; é quando dá para ter água em casa?, disse a moradora, enquanto apresenta as garrafas plásticas com a água suja que diz sair das torneiras. Ontem, fiscais do órgão recolheram amostras para análise pelo Laboratório Central de Alagoas (Lacen), mas, segundo a coordenadora da Visa, Cláudia Santana, já é possível prever o que apresentará o laudo do exame: ?Pelo próprio aspecto e odor da água, não tenho dúvidas de que o resultado vai apontar a presença de coliformes?, afirmou. A coordenadora explicou, porém, que esses coliformes podem não ser patogênicos, ou seja: com potencial para causar doenças. O laudo deve estar pronto dentro de dez dias. A determinação da Visa dá prazo de quinze dias para que a Casal conserte a rede distribuidora de água e localize os vazamentos. Mas, depois, deve também identificar os moradores que fizeram as ligações clandestinas de água e se utilizam de bombas para retirá-la da rede. Técnicos da companhia de abastecimento explicaram que o problema da água suja nas torneiras das casas da região é provocado, também, por vazamentos na rede. Os canos das ligações residenciais cruzam uma canaleta que segue pelas calçadas, onde os moradores despejam as águas servidas. Como no bairro a rede de abastecimento de água trabalha com baixa pressão, quando ocorrem os vazamentos ao invés de a água projetar-se para fora da tubulação é o esgoto que entra nos canos do sistema de abastecimento, chegando às residências. Os reparos já estão em andamento. Segundo os moradores da região, várias equipes realizaram escavações nas ruas. A coordenadora da Vigilância Sanitária acrescentou que o problema é agravado pelas ligações clandestinas, que invariavelmente apresentam rupturas, e pelo uso das bombas nas casas. ?O sistema de abastecimento não foi feito para ter bombas nas residências. Elas representam uma pressão adicional e onde houver na rede um ponto com risco de vazamento, com certeza ele acabará acontecendo. Na verdade, ela acaba provocando um vazamento ao contrário; como o que está ocorrendo na comunidade?, explicou.

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