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Pandemia

PROFESSORES E ALUNOS VOLTAM ÀS SALAS DE AULA COM ENSINO HÍBRIDO

A partir de agora, a preocupação vai além da educação e passa a ser também uma questão de saúde

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Após período de aulas online, estudantes alagoanos voltam a frequentar as salas de aula
Após período de aulas online, estudantes alagoanos voltam a frequentar as salas de aula -

Após um período longe das salas de aula e do ambiente escolar, devido à pandemia do novo coronavírus, professores e alunos enfrentam o desafio da retomada das aulas presenciais de forma híbrida. Durante o período onde a pandemia esteve mais agravada, as aulas deixaram de ser nas escolas e passaram para as telas dos computadores e celulares. Com isso, profissionais da educação, alunos e pais precisaram se adaptar à nova modalidade para continuar com a educação mesmo que a distância. Atualmente, com o avanço da vacinação e a diminuição de casos de Covid-19, escolas particulares, públicas municipais e estaduais puderam voltar às aulas presenciais, porém num sistema de rodízio, onde os alunos têm algumas aulas presenciais e outras remotas. A preocupação agora vai além da educação e passa a ser também uma questão de saúde. Cuidados como o uso de máscara, distanciamento social nas salas e o uso constante de álcool em gel para a higienização das mãos e utensílios, estão presentes nessa nova rotina. De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (SINTEAL), Consuelo Correia, alguns professores ainda estão apreensivos com o retorno às aulas presenciais visto que algumas escolas não possuem uma estrutura adequada com espaço aberto e ventilação. Porém, em sua maioria os professores retomaram as atividades presenciais nas escolas. “Somente alguns professores, que têm problemas de saúde, optaram por não voltar às salas de aula no momento como forma de precaução”, informou Consuelo. O ensino remoto foi um desafio para ambas as partes, o que causou bastante desgaste e atrapalhou o rendimento escolar de muitos estudantes. Para Sérgio Lima, professor de História nas escolas municipais D. Helder Câmara e Padre Pinho, o ensino híbrido foi uma solução necessária para trazer de volta um pouco a experiência na sala de aula. “Pelo fato dos alunos e professores estarem cansados da educação à distância, quando foi cogitada a volta, mesmo que híbrida, o desejo de reabrir as escolas foi muito intenso e por isso houve uma grande adesão”, comenta o professor. A diretora geral pedagógica do Colégio Santíssimo Senhor, Polyana Alécio, destacou que a volta às aulas parcialmente presenciais facilitou o aprendizado. “O ensino remoto supriu a necessidade do momento, mas a gente entende que algumas situações dificultam o processo da aula online, por exemplo, o acesso à internet, o uso prolongado de telas, fora que o convívio com os colegas e os professores auxilia no desenvolvimento global de cada aluno”, enfatizou Alécio. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Educação em Alagoas (Seduc) junto com as Gerências Regionais de Educação (Geres)

em agosto deste ano, cerca de 35 mil estiveram fora das salas de aula. Isso porque muitos deles não tinham recursos suficientes para assistir às aulas de forma online. Além disso, muitos também não se adaptaram à nova forma de ensino e saíram das escolas. No entanto, com a volta parcial das aulas presenciais, houve uma redução da evasão escolar de 68,5%, baixando para 11 mil atualmente. Ao todo, cerca de 24 mil estudantes retomaram os estudos.

Segundo a Seduc, esse novo método de aulas teve uma boa adesão dos pais e alunos. “O ensino híbrido está funcionando bem. Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 em Alagoas, os pais sentem mais segurança em mandar os filhos para as escolas que são ambientes seguros nesse momento de crise sanitária”, informou a Seduc. A secretaria também informou que somente os alunos que apresentaram problemas de saúde estão estudando apenas de forma remota. São cerca de três mil alunos em relação ao total de 180 mil na rede estadual de ensino.

O secretário do Estado da Educação, Rafael Brito, destacou que “a próxima etapa é retomar as aulas de forma 100% presencial para todas as turmas”, o que com o avanço da vacinação deve acontecer em breve.

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Em relação a rede municipal de ensino, todas as escolas públicas de Maceió adotaram o modelo híbrido de aula. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed), essa volta às aulas teve uma ótima adesão dos alunos e dos pais. Cerca de 60% dos estudantes matriculados estão frequentando as aulas presenciais, respeitado o rodízio estabelecido pelas escolas. A Semed também constatou uma evasão no número de alunos presentes nas aulas durante o período de pandemia, mas com a volta parcial do ensino presencial, houve um aumento significativo no número de matrículas. “Conseguimos trazer de volta os alunos que tinham saído das escolas e ainda tivemos um aumento de 10% nas matrículas. É a primeira vez, em dez anos, que há um crescimento tão expressivo do número de matrículas na rede pública de Maceió”, afirmou Elder Maia, Secretário Municipal de Educação.

Porém, mesmo quando as aulas voltarem totalmente presenciais, a presidente do Sinteal não descarta a continuidade do ensino remoto e híbrido, mas ressalta que para isso precisa existir mais investimento. “Vivemos no mundo da era tecnológica e precisamos nos adaptar, porém é necessário dar condições estruturais aos alunos e professores. Garantir equipamentos, internet para que todos possam ser contemplados”, ressaltou Correia.

* Sob supervisão da editoria de Cidades.

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