Cidades
Moradores denunciam Sistema Pratagy por danos
FELIPE FARIAS Moradores da ladeira entre a Rotary e o Barro Duro entraram com representação junto ao governo, por danos causados às casas e lojas. Eles reclamam de rachaduras em muros e calçadas e atribuem o problema às obras para implantação de uma adutora do Sistema Pratagy, de abastecimento d?água. Sob o número 3300393/04, a reclamação foi protocolizada na Secretaria de Infra-Estrutura, segundo o empresário Arlei Aparecido de Almeida, por tratar-se de uma obra contratada pelo Estado. Junto dela foi um abaixo-assinado subscrito por moradores e empresários que possuem negócios na ladeira Murilo Monteiro Valente, que liga as avenidas Rotary, na Gruta, e Presidente Roosevelt, no Barro Duro. O engenheiro da construtora Gautama, responsável pela obra, mas que não quis se identificar, disse que ?no máximo? hoje equipes de operários começam a recomposição do que ficou pendente, o que deve estar pronto até a semana que vem. As obras começaram em 20 de dezembro e consistiram na colocação de tubos para transportar água captada no rio Pratagy, no Benedito Bentes, para ser distribuída em bairros da orla, na região norte de Maceió, como Jatiúca e Ponta Verde. A reclamação da comunidade é que depois da obra, começaram os problemas na estrutura de casas e lojas. O autônomo Paulo Bento é morador de um condomínio por onde passaram as escavações e reclama das rachaduras na parede da garagem, que permitem que ele introduza os dedos de uma mão. ?Eles escavaram um enorme buraco aqui em frente, para colocar a tubulação enterrada. Em fevereiro, a terra cedeu. Depois, vieram as rachaduras?, reclama. ?O comum em escavações assim é colocar uma escora de chapas de ferro para garantir a sustentação das paredes do buraco. O que eles colocaram aqui foi apenas uma placa de madeira. Foi por isso que cedeu?, acrescenta o empresário Arlei, que tem uma loja no local e também foi prejudicado pela obra. Ele conta que defronte do estabelecimento havia canteiros que regulavam o acesso de veículos. Com a obra, os canteiros foram retirados. ?Imaginávamos que depois eles iriam refazer. Mas deixaram tudo destruído?, reclama. Ainda hoje, há um monte de paralelepípedos acumulados defronte da loja de Arlei, deixados pela construtora. Paulo Bento reclama ainda que o cano que leva água para o condomínio rompe com freqüência; o que ele atribui também à obra. ?Essa parte da calçada por onde passa o cano era cimentada. Com a escavação, deixaram o cano exposto e devido à trepidação provocada pelo trânsito intenso aqui na ladeira, ele se rompe; a última vez foi há duas semanas?, relata, enquanto retira com as próprias mãos o aterro que ele mesmo colocou para protegê-lo; o que admite não ser o bastante. Recuperação Segundo Arlei, autor do pedido encaminhado à Secretaria, a medida tem o objetivo de fazer com que a construtora deixe as áreas de circulação no local ?do jeito que eram?. O engenheiro da Construtora Gautama disse que até a semana que vem os danos serão reparados. Ele garantiu que a recuperação ?vai deixar tudo como encontrou?. O engenheiro disse que o atraso na recuperação das pendências se deveu à demora na quitação do valor a ser pago pelo governo, que contratou a obra. Os recursos repassados pelo governo incluem a recomposição de tudo o que foi alterado para a obra, mas segundo a construtora, demoraram a ser liberados. Esta semana, segundo a construtora, houve uma negociação que permitiu estabelecer prazo para o repasse e, com isso, os reparos devem ser retomados.