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AL melhora indicadores sociais na �ltima d�cada

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FÁTIMA ALMEIDA Os indicadores sociais de Alagoas mantêm o Estado entre os que apresentam os piores índices de desenvolvimento humano (IDH) do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas o próprio órgão reconhece melhorias consideráveis nos últimos dez anos. Um exemplo disso, segundo as economistas e pesquisadoras Bárbara Cobo e Cristhiane Soares, da base nacional do IBGE, está nos índices de analfabetismo, que caíram cerca de 30% na década de 1992 a 2002. No mesmo período a taxa de mortalidade infantil caiu de 92 para 57,6 por mil nascidos vivos. As pesquisadoras apresentaram, ontem pela manhã, no auditório da Delegacia Regional do Trabalho em Maceió, a síntese dos indicadores sociais 2003, com dados específicos de Alagoas em relação ao restante do país, abordando aspectos demográficos, saúde, educação, trabalho e rendimento, trabalho de crianças e adolescentes, além de aspectos relacionados às questões de gênero, idade e raça. Os levantamentos foram feitos com base em dados do censo de 2000, Programa Nacional de Dados (PNAD) 2002 e Estatísticas do Registro Civil 2002. No item mortalidade infantil em menores de 1 ano, a taxa de Alagoas, que, segundo o mapa do IBGE, é de 57,7 por mil nascidos vivos, chega a ser duas vezes maior que a média do país, que é de 27,8 p/mil e está muito à frente do segundo colocado, que é o Estado do Maranhão, com 46,3 p/mil. Todos os piores índices estão no Nordeste, e todos, com exceção da Bahia, acima dos 40 p/mil. Mortalidade Apesar dos altos índices, Alagoas está entre os três estados do Nordeste que mais avançaram na queda dos percentuais de mortalidade infantil nos últimos dez anos, segundo o IBGE, com base no Censo de 2000 e estatísticas do Registro Civil 2002. Os outros dois são Ceará e Piauí. A taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais também continua sendo a maior do país, com 31,2%, muito distante da média brasileira, que é de 11,8%. Em 1992, a taxa de analfabetismo em Alagoas era superior a 60%. Quando se fala do analfabetismo funcional, são maiores em todo o país, passando, a média nacional, para 26% e a média de Alagoas para 47,8%. Alagoas também detém a menor média de anos de estudo das pessoas de 10 anos ou mais de idade. 4,1 anos. A média nacional é de 6,2 anos. Os dados apresentados pelo IBGE mostram que o Estado também ocupa posições vexatórias em situações relacionadas a domicílios urbanos. Tem a sétima menor proporção de domicílios com abastecimento de água por rede geral e o terceiro menor índice de esgotamento sanitário. Na proporção de domicílios com saneamento adequado ocupa o 29o lugar, com uma média de 16,4%. A nacional é de 63,5%.

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