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DONO DE ABRIGO FAZ GREVE DE FOME EM DEFESA DOS DIREITOS DO ANIMAIS
Sem comer há dez dias, Antônio Anastácio diz que jejum é para fazer com que a sociedade se mobilize
Antônio Anastácio, protetor de animais e responsável pelo Abrigo São Cão, passou a ser ativista dos direitos dos animais. Ele entregou todo o seu patrimônio para a causa e, desde o dia 12 de outubro, lançou mão de sua saúde física para tentar trazer uma mudança de comportamento social.
Ele está há 10 dias sem se alimentar, apenas bebendo água. Diante deste cenário, familiares e amigos organizaram uma vigília nesta quinta-feira (21), às 18h, em frente ao Abrigo, na Rua Cônego Machado, 872, Farol.
Antônio Anastácio informou que sua greve de fome só terá fim quando ele identificar uma mudança a favor dos direitos dos animais. Ele pede que parte dos recursos da nação seja destinada à causa animal, pois eles estão em sofrimento por todo o Brasil, seja na rua, em abrigos, em quintais ou dentro de casas.
“O jejum é para tentar fazer com que a sociedade se mobilize, pressionando os políticos para que tomem alguma posição concreta em relação à causa animal. Falta de recurso não é desculpa, porque, se não houvesse corrupção, existiria recurso pra tudo que é necessário nesse país”, explica Antônio, em seu pronunciamento no Instagram @abrigosaocao. A sua greve de fome está sendo realizada por causa: Da corrupção e da impunidade; Da falta de políticas sérias de castração para evitar a proliferação de cães e gatos, além de uma série de doenças que aumentam o sofrimento dos animais; Da escassez de gestores públicos competentes, sérios e responsáveis para fazer a diferença na vida dos animais no País; Da irresponsabilidade do poder público em arcar com as despesas de um problema social criado pela corrupção;
Do caos vivenciado em abrigos e por todos os protetores de animais, que tentam de tudo para conseguir recursos para manter cães e gatos com saúde e dignidade; a maioria não consegue;
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Do corporativismo dos médicos-veterinários, que aumentam absurdamente o preço das vacinas, ficando impossível as pessoas de baixa renda e de protetores evitarem que seus animais sejam acometidos por doenças, como cinomose e parvovirose, que deixam sequelas nos animais; Da falta de Hospital Pública Veterinário para atender de forma gratuita animais, que precisam de assistência à saúde urgente, quando atropelados ou maltratados; Da falta de educação sobre a causa animal e o meio ambiente nas escolas públicas e privadas; A alta carga tributária nos medicamentos veterinários, nas rações e nos produtos para animais de estimação, que prejudica a saúde dos animais.