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Nº 5692
Cidades

Pol�cia registra nove casos de seq�estro numa d�cada

GILVAN FERREIRA EDNELSON FEITOSA A Polícia Civil registrou, nos últimos dez anos, em Alagoas, nove seqüestros com pedido de resgate. Diferentemente do desfecho do caso Mariane França, as famílias tiveram de pagar os valores exigidos pelos seqüestradores

Por | Edição do dia 04/05/2004 - Matéria atualizada em 04/05/2004 às 00h00

GILVAN FERREIRA EDNELSON FEITOSA A Polícia Civil registrou, nos últimos dez anos, em Alagoas, nove seqüestros com pedido de resgate. Diferentemente do desfecho do caso Mariane França, as famílias tiveram de pagar os valores exigidos pelos seqüestradores. Em 2002, o universitário Alex Cícero de Mendonça Alves, 21, filho do empresário Álvaro Mendonça, proprietário da Madeireira Carajás, foi seqüestrado quando saía da casa da namorada, no bairro da Serraria. Alex Alves teve sua caminhonete Mitsubish L-200 fechada por um Santana azul escuro, próximo à Fundação Bradesco e foi levado por quatro homens, não identificados. Ele foi libertado após pagamento de resgate. A família não informa o valor, mas os policiais que acompanharam as investigações afirmaram que foi de R$ 150 mil. Também em 2002, o estudante Carlos Henrique Dâmaso, 21, filho do proprietário da Casa Vieira, foi seqüestrado das imediações do Posto Shell, num trecho da Rua Abdon Arroxelas, na Ponta Verde, por quatro homens que ocupavam um Vectra prata. Ele estava saindo de um prédio de apartamentos quando foi abordado pelos bandidos, que tinham apoio de outro veículo, tipo picape, de cor escura. Aeroporto As vítimas revelaram dados importantes, mas a polícia não chegou aos acusados. Declararam que estavam numa área habitada, provavelmente próxima ao Aeroporto Zumbi dos Palmares, pois ouviam o barulho das aeronaves. O local do cativeiro de Mariane França fica a cerca de 5km do aeroporto. Em 2001 ocorreu o seqüestro de Celso Pontes de Miranda Filho, cuja família é proprietária de cartório. Ele chegava, numa Ranger prata, à Academia FormaFit, no Stella Maris. Foi abordado por quatro homens que ocupavam um Monza, de cor vinho. Celso Pontes de Miranda disse ter ficado numa região pouco habitada, provavelmente em um sítio. A família evitou falar sobre o valor do resgate, mas a polícia garante que no último contato com os familiares os seqüestradores exigiram R$ 300 mil para libertá-lo. Em 1999, o estudante Galba Mendonça, membro de família que atua no ramo de lojas de móveis, foi seqüestrado, por homens que se identificaram como policiais, quando surfava na Praia do Pontal da Barra, a poucos metros de onde funcionou a Secretaria de Segurança Pública. Dos três seqüestros, o que mais demorou a ser resolvido foi o de Carlos Henrique Dâmaso: quase 30 dias. Coincidências A polícia investiga várias “coincidências” entre os últimos quatro seqüestros e suspeita que o grupo que seqüestrou Mariane França também pode ter participação nos casos de Alex Cícero de Mendonça e Celso Pontes de Miranda. No caso de Alex Mendonça, os seqüestradores utilizaram um Santana escuro e adotaram “técnicas” de negociação semelhantes às utilizadas no seqüestro de Mariane França. A polícia suspeita que o local de cativeiro da estudante pode ser o mesmo para onde foram levados os empresários Alex Mendonça e Carlos Dâmaso.

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