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Quadrilha confirma a��o em outros seq�estros

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GILVAN FERREIRA Três seqüestradores da estudante Mariane França foram apresentados, ontem, pela cúpula da segurança, na sede da Academia de Polícia. José Cícero Gomes, Edeildo Martins da Silva e o líder do grupo, Luiz Carlos Barros Alves, não quiseram falar à imprensa. O delegado Dalmo Lima, que comanda as investigações sobre o seqüestro, afirmou que os três acusados foram ouvidos durante mais de oito horas na sede do Tigre, no Farol. Nos depoimentos, segundo Dalmo Lima, os três homens confirmaram a participação nos seqüestros do estudante Carlos Henrique Dâmaso (filho do proprietário das Casas Vieira), do universitário Alex Cícero de Mendonça Alves (filho do empresário Álvaro Mendonça, da Madeireira Carajás) e de ?Celsinho? Pontes de Miranda, filho do tabelião Celso Pontes de Miranda. Dalmo Lima também revelou que o chefe da quadrilha, o carioca Luiz Carlos Barros Alves, confessou sua própria participação no assassinato de dois outros membros do grupo, identificados como ?Tonho? e ?Gordo?. ?Os presos confirmaram sua participação nos últimos três seqüestros em Alagoas e pelo menos um em Pernambuco?, disse o delegado. Ainda segundo Dalmo Lima, Luiz Carlos contou, no interrogatório, que mandou matar ?Gordo? e ?Tonho? porque eles reclamaram do valor que receberam na distribuição do dinheiro obtido nas ações anteriores ? entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por cada seqüestro ?, estavam pressionando para receber mais dinheiro e começaram a entrar em choque com Luiz Carlos, que confirmou ter planejado a morte dos dois. Pernambuco Segundo o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, uma equipe de delegados de Pernambuco chega na próxima quinta-feira a Maceió, para ouvir o depoimento do chefe do grupo, o carioca Luiz Carlos Barros, acusado de ter comandado, em 1999, o seqüestro do estudante Gustavo Schwambarch, filho do proprietário da empresa de transporte urbano Borborema, do Recife, do mesmo grupo da Real Alagoas. A família do estudante pagou o resgate. A polícia de Pernambuco chegou a prender parte da quadrilha que seqüestrou Schwambarch, mas Luiz Carlos fugiu para Alagoas.

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