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Policial de PE � suspeito no Caso Mariane

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ODILON RIOS Um policial militar de Pernambuco, citado apenas como Ronaldo, foi apontado como um dos mentores do seqüestro da estudante Mariane França, por Ivani Gomes da Silva, mulher de Luiz Carlos Barros Alves, o ?Carioca?, líder do bando que deixou no cativeiro por oito dias a filha do comerciante José Costa França, o ?Zé Pivete?. Segundo ela, Ronaldo é aposentado e mora em Pernambuco. Além disso, participou de vários seqüestros naquele estado. Com isso, esse é o segundo policial citado na investigação do seqüestro. O outro, o cabo PM Cícero Roque, está detido no presídio, no bairro do Trapiche da Barra. Ele pode ser expulso da corporação, caso se comprove que ele participou do crime. Depoimento O segundo dos três seqüestradores, José Cícero Gomes, já foi preso por porte ilegal de armas. Em Pernambuco, passou onze meses na cadeia, mas a polícia alagoana investiga se ele escapou ou não da prisão. O depoimento aconteceu durante todo o dia de ontem e acabou às 16 horas. O segundo depoimento, que é o da mulher de José Cícero Gomes da Silva, Mércia Valéria Gomes, foi remarcado para amanhã, às 15 horas, na sede do Tigre, em Maceió. No depoimento, Ivani Gomes disse que não sabia nada sobre o seqüestro e desconhecia as atividades do marido. ?Carioca?, segundo Ivani, era comerciante de carros e recebia por comissão. ?Temos certeza que ela sabia das atividades porque ele não trabalhava, apenas dizia que vivia da compra e venda de veículos?, disse o presidente do inquérito, delegado Dalmo Lopes. Lopes revelou também que o líder dos seqüestradores chegou a negociar com o pai da vítima. ?Por diversas vezes, Carioca negociou carros com ?Zé Pivete? durante um bom tempo?, disse o delegado, sem precisar as datas. A informação foi confirmada pelo delegado do Tigre, José Laurentino dos Santos. Hipóteses Outra hipótese que reforça a tese de que a mulher de ?Carioca? sabia de tudo é que ela estava na casa no dia em que o cativeiro foi estourado, no conjunto Inocoop. O cativeiro pertencia antes ao ex-militar José Augusto Araújo, que colocou a casa à venda há pelo menos seis meses. Um corretor de imóveis, conhecido como Alexandre Oliveira, apresentou-se ao ex-militar com a mulher de ?Carioca?, identificando-se como amiga de Luiz Carlos e dizendo que ele estava em Pernambuco. Nas investigações, a polícia descobriu que Ivani afirmou ser professora e ter comprado a casa por R$ 31 mil, à vista. Ivani, em seu depoimento, disse ainda que após a compra, ela, o antigo dono da casa e o corretor se dirigiram a um cartório na Rua do Sol para assinar a escritura. Movimentação bancária Ivani se apresentou à polícia acompanhada do advogado Soriano Santos Torres. Ela forneceu todos os dados sobre a movimentação bancária. A polícia estranhou os valores, com cifras irrisórias depositadas, que não passavam de R$ 400. Para a polícia, a mulher do chefe da quadrilha contou que era balconista. ?Ela confirmou que conhecia os dois elementos presos porque freqüentavam a sua casa?, diz o presidente do inquérito. Sobre o dinheiro para a compra da casa, ela justificou que juntou, totalizando na conta bancária R$ 6 mil. O marido tinha surgido com o valor restante (R$ 25 mil). ?Ela perguntou ao marido onde ele teria conseguido o dinheiro e ele disse que havia recebido da venda de carros?, disse Dalmo Lopes. Para a polícia, a mulher sabia de tudo. Quinze dias antes do seqüestro, Ivani foi a Pernambuco, para a casa dos pais, e só retornou quando soube da prisão do marido. Porém, a hipótese mais provável é que Ivani tenha ficado, nesses 15 dias, na casa, no Eustáquio Gomes, preparando comida para os seqüestradores do cativeiro no Inocoop.

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