Infância
AL: 196 CRIANÇAS VÃO PARA ABRIGO
Magistrada diz que maioria das crianças chega às entidades de acolhimento através do conselho tutelar
De janeiro a 25 de outubro deste ano, 196 crianças e adolescentes foram encaminhadas para abrigos, parte delas vítimas de maus-tratos. Em Alagoas há 29 entidades de acolhimento, sete em Maceió e quatro em Arapiraca. Os dados foram fornecidos pelo Tribunal de Justiça de Alagoas.
No ano passado, quando a pandemia de Covid-19 já fazia vítimas em Alagoas, 269 crianças e adolescentes foram levadas aos abrigos temporários, com parte adotada posteriormente.
De acordo com a juíza Fátima Pirauá, da Coordenadoria da Infância e Juventude (CEIJ) do TJAL, os trabalhos de adoção não pararam durante a pandemia, mas precisou de adequações que agora estão sendo executados com mais agilidade após o avanço da vacinação contra a Covid.
“Quando uma criança ou adolescente tem direito seu violado, que sofre maus-tratos, abusos e qualquer negligência, ela está em situação de risco. Quando nenhum integrante da família pode ficar com ela, vai para o abrigo. E depois se faz avaliação psicossocial se pode voltar para a família sem correr risco”, explica a juíza Fátima Pirauá.
A magistrada detalha que a maioria das crianças chega às entidades de acolhimento através do conselho tutelar. “É definido se retorna para a família biológica ou se vai para a adoção. O abrigo é algo passageiro. É um direito da criança viver numa família”, acrescenta Fátima Pirauá.
Em 2019, segundo informações do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), ocorreram em Alagoas 356 encaminhamentos de crianças e adolescentes aos abrigos. Já em Maceió, os dados mostra que no ano passado foram 58 acolhimentos e 37 de janeiro a 25 de outubro de 2021.
Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram crescimento do número de crianças e adolescentes adotadas em 2021. Em Alagoas, com a desaceleração da pandemia, nove crianças e adolescentes foram adotadas.