Cidades
Policiais federais suspendem greve at� ter�a
GILVAN FERREIRA Os policiais federais de Alagoas acataram a recomendação da Federação Nacional dos Policiais (Fenapef) e suspenderam, até a próxima terça-feira, a greve que teve início no último dia 9 de março. Com a suspensão da greve, os cerca de 200 policiais federais voltam às atividades normais e reiniciam as investigações de processos que estão parados há mais de 60 dias. Durante a assembléia que decidiu pela suspensão temporária da greve, os policiais federais assinaram moção de apoio ao corregedor da Polícia Federal (PF) em Alagoas, delegado Joacir Avelino, que deve deixar o cargo por ter participado das investigações que apuram irregularidades no Cefet e a suposta participação do ex-superintendente da Polícia Federal em Alagoas, delegado Bergson Toledo, em crime de prevaricação. Avelino também vinha recebendo críticas por defender a abertura das negociações com os policiais federais em greve. Apesar de ainda não ter sido afastado oficialmente do cargo de corregedor, o delegado Joacir Avelino vem sofrendo um processo de ?perseguição?. Ontem, ele foi informado da transferência de dois policiais federais da sua equipe para outras funções. O delegado Rogério Caetano vem sendo apontado como o provável substituto de Avelino na Corregedoria. Os policiais federais também decidiram aumentar a ?pressão? para a destituição do atual superintendente, Paulo Cota, do cargo. Segundo o coordenador da comissão de greve, Inaldo de Medeiros, a suspensão da greve dos policiais federais de Alagoas serve para mostrar o interesse da categoria em negociar com o governo federal. Inaldo de Medeiros sugeriu que, caso o governo federal não apresente nenhuma proposta concreta à categoria, a greve vai voltar com muita mais força e com a possibilidade de radicalização do movimento. ?Nós decidimos suspender a greve, até a próxima terça-feira, para atender a uma recomendação da Fenapef, que negocia com o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, e uma comissão do Senado, o início de uma negociação com o governo. Mas, no caso de uma negativa do governo, a greve deve voltar com muito mais força e, possivelmente, haverá uma radicalização do movimento. Os policiais federais reivindicam a implantação da Lei 9266/96, que garante a equiparação salarial entre os funcionários públicos de nível superior.