Covid
AVANÇO DA VACINAÇÃO DIMINUI RITMO DE CASOS E MORTES EM ALDEIAS DE AL
Ministério da Saúde confirma a infecção pelo novo coronavírus de 446 e morte de 9 indígenas no Estado
O avanço da vacinação contra a Covid-19 fez reduzir o ritmo de casos confirmados e mortes em aldeias de Alagoas, que registram quase que a totalidade de indígenas já imunizados contra a doença. O Ministério da Saúde considera o grupo prioritário, por isso, iniciou a campanha ainda em janeiro de 2021. Em sete meses, houve aumento de 143 infectados e um óbito.
Em Alagoas, até o início deste mês, foi confirmada a infecção pelo novo coronavírus de 446 e morte de 9 indígenas. Seis etnias foram afetadas diretamente pela pandemia: Xucuru-kariri, Wassú, Jeripancó, Kariri-xocó, Tingui-botó e Karapotó. Os dados constam no painel da Secretaria de Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag).
Kariri-xocó (Porto Real do Colégio), Xucuru-kariri (Palmeira dos Índios) e Wassú (Joaquim Gomes) registram duas mortes cada uma e Jeripancó (Pariconha), Tingui-botó (Traipu) e Karapotó (São Sebastião) uma vítima em cada aldeia. Em todo o Brasil, 832 não resistiram à Covid-19, segundo boletim da Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde.
Cinco das nove vítimas que morreram de Covid-19 tinham de 30 a 59 anos e quatro de 60 a 80 anos ou mais, a maioria homens, de acordo com painel da Seplag atualizado no último dia 2 de novembro. Vinte e nove crianças com até nove anos foram infectadas pelo coronavírus e vinte têm de 10 a 19 anos. A faixa etária com mais casos está dos 30 aos 39, com o registro de 54 infectados. Em Alagoas e Sergipe, segundo dados do Ministério da Saúde, vivem 8,3 mil indígenas. Desse total, 96% (8.097) receberam a primeira dose da vacina contra a Covid e 94% (7.922) a segunda.