loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Cresce conflito entre travestis e popula��o

Ouvir
Compartilhar

DORGIVAL JUNIOR O Pró-vida, entidade que trabalha em defesa da causa dos travestis, está criando um projeto que tem a finalidade de regulamentar e defender os travestis que vivem de programas e que, eventualmente, acabam entrando em atrito com a sociedade. Segundo a coordenadora-geral da entidade, Cris de Madri, muitos travestis vivem do sexo e a entidade não abrirá mão da retirada deles para outra área fora da orla da cidade. A entidade informou que Maceió possui 102 travestis, sendo que 70 deles são profissionais do sexo. ?Não vamos abrir mão e não vamos sair da orla?, frisou ele. A coordenadora-geral do Pró-Vida, Fabíola Silva, também informou que se a repressão para a retirada dos travestis da orla continuar uma série de atividades e atos públicos serão realizados. ?Caso não se encontre um consenso, vamos às ruas em passeata para tentar sensibilizar as autoridades competentes sobre o que está acontecendo e reivindicar os nossos direitos?, destacou ele, lembrando que há travestis que têm nível superior e não conseguem emprego por serem discriminados. Ações Para tentar diminuir o desconforto com a polícia e a sociedade, o Pró-Vida fez um mapeamento dos pontos onde as ?meninas? trabalham e que se estende da Praia da Avenida até a da Pajuçara. ?Também estamos fazendo uma ação de conscientização no sentido de orientar os travestis para que eles deixem de mostrar suas genitais. São medidas que estamos colocando em prática para que possamos viver sem problemas?, frisou Fabíola Santos, acrescentando que ?enquanto a polícia persegue os travestis, os ladrões ficam à solta na cidade?, disse ele, ao lembrar o conflito que alguns travestis vêm tendo com a polícia, que quer a saída deles do bairro da Pajuçara. Outra ação que está sendo desenvolvida pela entidade é a identificação de cada travesti da cidade, através de uma carteira específica para este fim. ?Com ela vamos ter o controle da situação. Ao serem abordados pela polícia, os travestis vão apresentar a carteira de identificação?, frisou Cris de Madri, esclarecendo que muitos travestis vindos de outros estados são os responsáveis por problemas na orla da cidade.

Relacionadas