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quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
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Macei� perde o verde da paisagem

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FÁTIMA ALMEIDA Maceió é uma das cidades que mais crescem demograficamente no Brasil. Perde apenas para a cidade de Palmas, capital do Estado de Tocantins, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento demográfico, entretanto, vem acompanhado de uma outra constatação: quanto mais cresce a população, menor a oferta de áreas verdes. Maceió, vista do alto de algum mirante, enquadra a larga predominância dos concretos sobre a parca vegetação que sobrevive nos quintais cada vez mais apertados, entre a crescente ocupação e erosão das encostas, e nas poucas praças (raríssimas mesmo) que mantêm um aspecto de jardinagem bem cuidado. De acordo com o professor de Paisagismo do curso de Arquitetura da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Bianor Monteiro de Lima, Maceió tem um déficit enorme na relação entre o homem e a vegetação. A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda 12 m2 de área verde por habitante. Em 1998, segundo o professor, a capital alagoana tinha uma média apertada de apenas 2,5 m2 por habitante. ?Essa relação só tem piorado?, reforçou ele. Numa definição de vegetação urbana que se divide em ??áreas verdes públicas e privadas, o professor inclui, na primeira, a vegetação associada ao sistema viário (canteiros de avenidas como a Fernandes Lima, Durval de Góes Monteiro e Amélia Rosa), e as áreas verdes de uso comunitário para recreio, condicionamento climático, preservação de paisagens de valor histórico ou estético, e de fontes e mananciais. Nesse contexto entram, por exemplo, as reservas do Catolé, o horto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e o Parque Municipal de Bebedouro. No outro aspecto, o da vegetação privada, ele enquadra os jardins residenciais, industriais e institucionais, onde se enquadra o Cinturão Verde da Braskem, no Pontal da Barra. Segundo Bianor, em Maceió, a paisagem formada pelas áreas verdes privadas constitui parcela considerável do verde urbano, fazendo parecer que é uma cidade densamente vegetada, embora altamente vulnerável às transformações do meio urbano. Ademais essas áreas, mesmo as de domínio público, não estão totalmente acessíveis à população. Por falta de divulgação ou de estrutura, as visitas funcionam, na maioria, por meio de agendamento de escolas e instituições.

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