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PROCON RECEBE RECLAMAÇÕES CONTRA MOTORISTAS DE APP

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O Procon Maceió já acumula reclamações contra motoristas de aplicativo que vêm cancelando corridas na capital. Segundo o órgão, entre setembro e outubro deste ano, 20 reclamações foram feitas contra a empresa Uber. “Aqui no Procon Maceió, nos meses de setembro e outubro, acumulamos cerca de 20 reclamações contra a Uber, mas acredito que esse número é baixo em relação ao número de usuários do aplicativo na capital. O que falta mesmo é as pessoas registrarem suas reclamações oficialmente pelo número 9 8882-8326 ou, até mesmo, pessoalmente em nossas unidades”, disse o diretor-presidente do Procon Maceió, Leandro Almeida. Havendo um número considerável de reclamações, podemos [Procon] notificar a empresa a prestar esclarecimentos, e, não havendo uma justificativa plausível, ela é autuada por má prestação de serviço e descumprimento de oferta”, completou Almeida.

OUTRO LADO

Em nota, a Uber alegou que o aumento da demanda cresceu mais rapidamente que o número de motoristas e que esse desequilíbrio pode levar a mais cancelamentos pelo usuário (que não deseja esperar mais). A plataforma disse, ainda, que iniciativas como o preço dinâmico buscam promover o reequilíbrio do mercado. Já a 99 afirmou que o índice de cancelamento nos últimos 12 meses está abaixo de 5%, apesar de a empresa informar antecipadamente valor aproximado, origem, destino e dados sobre o passageiro e não limitar o numero de cancelamentos. Diante dos aumentos de combustível, a empresa reajustou os ganhos dos motoristas entre 10% e 25% e lançou um pacote incentivos.

AÇÃO

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Nesta segunda-feira (8), o MPT (Ministério Público do Trabalho) ajuizou quatro ações contra Uber, 99, Lalamove e Rappi por fraude em relações trabalhistas. O órgão defende que existe vínculo empregatício entre as empresas e os motoristas, hoje considerados autônomos. O MPT quer que a Justiça reconheça a relação e que as empresas garantam direitos trabalhistas, securitários e previdenciários aos motoristas. Também solicita melhores condições de saúde e segurança aos profissionais, além de indenização por dano moral coletivo. Outras plataformas de transporte e delivery podem entrar na mira do MPT, que está com mais de 600 inquéritos civis em tramitação sobre irregularidades nos vínculos de contratação. As informações são da Folhapress.

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